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Economia

Dívida bruta salta 7 pontos no governo Lula e chega a 78,6% do PIB

A dívida bruta do governo brasileiro se aproximou de R$ 10 trilhões em outubro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à esq), e o presidente Lula (à dir), durante evento do lançamento do Plano Safra 2025, no Palácio do Planalto - 1/7/2025 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil; PT
No governo Lula, a relação entre dívida e PIB subiu 7 pontos porcentuais | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A dívida bruta do governo brasileiro se aproximou de R$ 10 trilhões em outubro e chegou a 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB), índice 7 pontos porcentuais acima do registrado em janeiro de 2023, quando Lula assumiu a Presidência da República.

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O relatório de estatísticas fiscais divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, 28, mostra que o índice subiu 0,6 ponto porcentual em relação a setembro, quando era de 78%. Trata-se de um preocupante recorde nas contas públicas.

O valor nominal da dívida passou de R$ 9,7 trilhões para R$ 9,9 trilhões em apenas um mês. O cálculo inclui os débitos do governo federal, do INSS, além dos governos estaduais e municipais.

Segundo o Banco Central, a alta mensal decorreu, principalmente, dos gastos com juros, que adicionaram 0,9 ponto porcentual, enquanto o crescimento do PIB nominal reduziu 0,3 ponto porcentual.

Alta da dívida no governo Lula

Desde a posse de Lula, a relação dívida/PIB subiu 7 pontos porcentuais, saindo de 71,7% no início do mandato para os atuais 78,6%.

No acumulado de 2025, o aumento de 2,1 pontos porcentuais foi influenciado por despesas com juros (7,4 pontos), reconhecimento de dívidas (0,2 ponto), queda do PIB nominal (-0,4 ponto) e valorização do real perante o dólar (-0,6 ponto).

O volume total da dívida bruta avançou R$ 872 bilhões apenas em 2025 e cresceu R$ 2,6 trilhões desde o início da gestão Lula. No setor público consolidado, que engloba União, Estados, municípios e estatais, as despesas com juros somaram R$ 113,9 bilhões em outubro, superando o valor de R$ 111,6 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior.

Em discurso no plenário, o senador Rogério Marinho (PL-RN) falou sobre o rombo fiscal do atual governo.

Recordes nos gastos com juros e déficit nominal

Nos últimos 12 meses, os gastos com juros atingiram R$ 987,2 bilhões, valor recorde em termos nominais. Isso corresponde a 7,9% do PIB, porcentual acima dos 7,5% observados em outubro de 2024, quando a despesa chegou a R$ 869,3 bilhões. O déficit nominal foi de R$ 81,5 bilhões em outubro, acumulando R$ 1,018 trilhão em 12 meses, ou 8,15% do PIB.

Leia também: Galípolo, o falcão?, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 298 da Revista Oeste

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