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Economia

Dívida bruta ultrapassa 80% do PIB e volta ao nível do início da pandemia

Entre dezembro do ano passado e março deste ano, o endividamento aumentou 1,4 ponto porcentual, conforme dados do Banco Central

Lula da Silva: desfile virou problema na agenda política do petista | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A proporção entre a dívida bruta do Brasil e o Produto Interno Bruto (PIB) voltou ao patamar do início da pandemia, ao ultrapassar os 80% em março, de acordo com o Banco Central. O indicador chegou a 80,1% — seu maior nível desde julho de 2021, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 30.

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Entre dezembro do ano passado e março deste ano, a dívida teve alta de 1,4 ponto porcentual. Ao considerar todo o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o avanço acumulado foi de 8,7 pontos.

O recorde histórico ocorreu em outubro de 2020, com 87,7% do PIB. A taxa teve influência de medidas emergenciais para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19.

Déficit primário, impacto dos juros e aumento da dívida

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Dados são do Banco Central do Brasil | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

No auge da crise sanitária, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 661,8 bilhões em 12 meses até outubro de 2020. À época, a Taxa Selic estava em 2% ao ano.

Já em março deste ano, o déficit anualizado somou R$ 137,1 bilhões, mas o aumento dos juros elevou os custos da dívida, que alcançaram R$ 1,08 trilhão.

Leia também: “Gringos inundam a Bolsa de São Paulo”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 319 da Revista Oeste

A Dívida Bruta do Governo Geral engloba União, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Estados e municípios. Ela totalizou R$ 10,4 trilhões em março. No mês, a relação dívida-PIB subiu 0,9 ponto, impulsionada por gastos com juros nominais (0,9 p.p.), emissões líquidas (0,4 p.p.), desvalorização cambial (0,1 p.p.) e retração do PIB nominal (-0,5 p.p.).

Segundo o Banco Central, o aumento de 1,4 ponto porcentual no ano tem base principalmente nos juros nominais (2,4 p.p.), emissões líquidas (0,4 p.p.), queda do PIB nominal (-1,2 p.p.) e valorização cambial (-0,2 p.p.).

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