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Economia

Dólar paralelo volta a subir na Argentina

Principal cotação paralela do dólar na Argentina fechou em nova alta de 1.030 pesos, após ter alcançado recorde na terça

Desvalorização reacendeu os temores de hiperinflação no país | Fonte: Divulgação
Desvalorização reacendeu os temores de hiperinflação no país | Fonte: Divulgação

O Dólar Blue, principal cotação paralela da moeda americana na Argentina, voltou a operar em alta nesta quarta-feira, 11, após bater recorde na última terça, 10.

A cotação do dólar blue chegou em 1.030 pesos nesta quarta, após ter alcançado o recorde de 1.050 pesos na terça e depois recuar no final do dia.

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A desvalorização do peso frente ao dólar reacendeu temores de hiperinflação poucos dias antes das eleições presidenciais no país vizinhos.

Incertezas políticas e econômicas têm refletido diretamente na crise cambial no país vizinho.

O governo tem adotado diversas medidas para conter a disparada da cotação.

Uma dessas medidas são as operações policiais na busca por “Cuevas”, que atraem a população argentina e por turistas por sua oferta de moeda estrangeira.

Cuevas são casas de câmbio clandestinas onde as operações de compra e venda de dólares pela cotação paralela acontecem.

Leia mais: “Mercado de câmbio paralelo é paralisado na Argentina”

Medidas adotadas pelo governo para conter alta do dólar

Casas de câmbio podem limitar compra de dólares para os clientes | Fonte: Divulgação
Casas de câmbio podem limitar compra de dólares para os clientes | Fonte: Divulgação

A Comissão Nacional de Valores (CVN), autoridade governamental financeira argentina, limitou a compra de dólares para os clientes radicados no exterior, visando barrar a especulação financeira.

Investidores estrangeiros poderão operar com fundos próprios, podendo informar suas operações com até cinco dias de antecedência. O limite diário é de 100 milhões de pesos.

Nesta terça-feira, o ministro da Economia e atual candidato presidencial, Sergio Massa, afirmou que prenderá as pessoas que estão especulando contra a poupança das pessoas, mesmo que isso lhe custe a eleição.

O movimento de alta precedeu algumas falas do candidato Javier Milei que repercutiram nesta terça-feira 10.

Milei, candidato libertário à presidência, incentivou os argentinos que “se livrem” dos pesos antes mesmo da eleição, marcada para o dia 22 de outubro.

“Jamais em pesos, jamais em pesos. O peso é a moeda emitida pelo político argentino, portanto não pode valer nem excremento, porque esses lixos não servem nem para adubo”, declarou Milei.

Milei já havia dito que “quanto mais alto o dólar, mais fácil é dolarizar a economia”, uma de suas bandeiras levantas durante a campanha.

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2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    O Haddad poderia dar umas dicas pros manos

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Nem o nosso dinheiro salvará o desgoverno argentino.

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