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Economia

Dólar sobe e atinge R$ 5,47 antes de reunião do Copom

O comitê do Banco Central deve decidir sobre a taxa Selic nesta quarta-feira, 19

Entrave entre democratas e republicanos pode travar execução do Orçamento norte-americano | Foto: Freepik
Dólar subiu mais de 11% neste ano | Foto: Divulgação/Freepik

O dólar opera em alta nesta quarta-feira, 19, e atingiu R$ 5,47 nas primeiras horas do pregão. Investidores aguardam a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) do Brasil, prevista para o fim do dia.

Espera-se que o Copom mantenha a taxa Selic em 10,50% ao ano, em um cenário de inflação crescente, impulsionada por alimentos e pela alta do dólar. A decisão ocorre em meio a uma nova onda de ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de aliados ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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Às 12h04, o dólar subia 0,60%, cotado a R$ 5,4661. A máxima do dia alcançou R$ 5,4721. No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,22%, fechando a R$ 5,4335, e atingiu R$ 5,4444 na máxima do dia. Este é o nível mais alto desde 4 de janeiro, quando fechou a R$ 5,4523.

Com isso, o dólar acumula altas de 0,96% na semana, 3,51% no mês e 11,97% no ano. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,40%, a 119.156 pontos. Na véspera, o índice encerrou com alta de 0,41%, a 119.630 pontos. A bolsa acumulou quedas de 0,03% na semana, 2,02% no mês e 10,85% no ano.

Alta do dólar é repercutida por declarações de Lula

Os investidores repercutem declarações do presidente Lula, que criticou a postura do BC em relação aos juros. Ele afirmou que o país não precisa de uma taxa elevada.

O mandato de Campos Neto na presidência do BC termina em 2024, e, desde 2021, a legislação brasileira garante a autonomia do órgão, que deve tomar suas decisões sem interferência política. No entanto, Lula afirmou que vai indicar para a presidência da instituição alguém com “compromisso com o crescimento do país”.

A incerteza fiscal sobre o Brasil também pesa no cenário. Na última semana, falas do presidente Lula aumentaram a percepção de que o governo não conseguirá reduzir seus gastos e geraram aumento no preço do dólar.

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Outro fator que impulsiona a moeda norte-americana é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos, uma vez que o Federal Reserve, equivalente ao BC, não iniciou o ciclo de corte nas taxas, como analistas previam.

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