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Economia

Embraer pode ser companhia mais prejudicada por sobretaxa de 50% 

Quase 60% da receita da fabricante de aeronaves provém do mercado norte-americano

Aeronaves E-175, da Embraer | Foto: BNDES/Divulgação
Aeronaves E-175, da Embraer | Foto: BNDES/Divulgação

As ações da Embraer despencam nesta quinta-feira, 10, em reação dos investidores à tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil. A fabricante de aeronaves pode ser a companhia mais afetada negativamente pela sobretaxa, prevista para entrar em vigor em agosto.

O mercado norte-americano respondeu por 59,5% da receita total da Embraer em 2024. A empresa exporta principalmente aeronaves E1 para companhias aéreas locais, além de finalizar a montagem de jatos executivos na Flórida, o que amplia o impacto potencial da tarifa. 

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Um dos principais efeitos da sobretaxa está na divisão de jatos executivos. Os modelos Praetor, que tem 55% a 60% de sua composição oriunda do Brasil, e Phenom, com 35% a 40%, são finalizados nos EUA, mas as peças enviadas do Brasil poderão sofrer a com a tarifa, o que aumentaria o custo de produção da própria Embraer.

Estima-se que 75% das vendas totais de jatos executivos da empresa sejam destinadas aos EUA. 

O banco suíço UBS estima que o impacto seja de aproximadamente US$ 70 milhões nos custos da empresa e queda de 13% no lucro líquido esperado para 2026, a cada aumento de 10 pontos porcentuais nas tarifas. A projeção considera justamente o impacto sobre a fabricação dos jatos. 

Além do UBS, a corretora XP Investimentos e o banco norte-americano JP Morgan veem a Embraer como uma das companhias brasileiras mais prejudicadas pelo anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump. As ações da Embraer registravam 4,09% de queda às 13h44, cotadas a R$ 75,01. 

Goldman Sachs destaca Suzano em vez da Embraer

O banco Goldman Sachs vê a Suzano como principal afetada negativamente pelas tarifas anunciadas por Trump. Em relatório divulgado na noite desta quarta-feira, o banco informa que a fabricante de papel e celulose tem 19% da receita líquida proveniente do mercado norte-americano. 

A parcela de clientes da Suzano nos EUA “é grande demais para ser redirecionada facilmente para outras regiões e demandaria esforço comercial e logístico significativo, assim como uma possível pressão de preço no processo”, diz o Goldman Sachs. 

Caso a nova política tarifária entre realmente em vigor, o banco projeta que os clientes da Suzano nos EUA buscarão alternativas mais baratas em regiões com alíquotas mais baixas. 

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1 comentário
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    O mula-zumbi ressuscitou! Tonhanhân Nojeira, conseguiu voltar, estava internado na boca-de-fumo, mas voltando com os relinchos de sempre… Banana e Laranjão estão entrando nos esquerdoentes como você…

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