O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou nesta sexta-feira, 17, ter feito operações de compra de pesos argentinos, como parte de sua política de suporte financeiro ao governo de Javier Milei. “Os Estados Unidos estão com a Argentina”, escreveu Bessent no X.
Conforme descrito por Bessent na publicação, as aquisições ocorreram tanto no “swap de blue chips” quanto no mercado à vista durante esta quinta-feira, 16. Ele informou ainda que há contato constante com a equipe econômica da Argentina.
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O mecanismo conhecido como “swap de blue chips” permite aos investidores adquirirem ativos estrangeiros desvalorizados e revendê-los em mercados locais, normalmente com lucro na diferença de preços. “O Tesouro permanece vigilante em todos os mercados, e temos a capacidade de agir com flexibilidade e força para estabilizar a Argentina”, disse Bessent.
A gestão Trump reafirmou o compromisso de apoiar a Argentina e prometeu, nesta semana, disponibilizar até US$ 40 bilhões por meio de recursos públicos e privados para auxiliar o país diante das instabilidades do mercado.
Javier Milei esteve na Casa Branca na última terça-feira, 14, para agradecer o apoio financeiro. O presidente argentino se prepara para disputar eleições legislativas decisivas em 26 de outubro, em busca de ampliar sua base no Congresso, onde atualmente é minoria.
Peso argentino cai depois de intervenção dos EUA
Apesar da intervenção norte-americana, o peso argentino continuou em queda nesta sexta-feira, 17, logo na abertura dos mercados. O câmbio, que estava em 1,430 mil pesos por dólar nesta quinta-feira, passou para 1,465 mil pesos depois do anúncio de Bessent.
A pressão especulativa sobre a moeda argentina persiste devido à incerteza quanto à possibilidade de desvalorização depois das eleições. O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, está em Washington para negociar com autoridades locais e garantiu, em mensagem gravada para um fórum empresarial em Buenos Aires na quinta-feira, que não haverá desvalorização da moeda.
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