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Economia

Fiesp critica corte de 0,25% da Selic e cobra juros menores

Entidade diz que decisão do Banco Central é tímida e afirma que juros elevados prejudicam investimento e inovação

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o país opera sob um nível de juros desproporcional em relação à inflação | Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir, nesta quarta-feira, 18, a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75%. O movimento marcou o primeiro corte da taxa básica de juros desde 2024.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a entidade afirmou que a decisão, embora já sinalizada anteriormente, foi tímida diante das condições da economia brasileira.

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Segundo a Fiesp, o atual cenário econômico não apresenta pressão de demanda suficiente para justificar uma política monetária tão restritiva. “Não há euforia de demanda que justifique tal rigor, independentemente de aspectos externos”, diz trecho do comunicado.

A federação também criticou os efeitos das taxas de juros elevadas sobre a atividade econômica.

Para a entidade, a manutenção de juros altos reduz a capacidade de investimento das empresas e dificulta a expansão da produção. “Observa-se uma punição ao investimento e à inovação em favor da inércia da renda fixa”, afirmou a entidade.

Fiesp cobra ambiente favorável ao crescimento

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o país opera sob um nível de juros desproporcional em relação à inflação. “O Brasil opera sob uma lógica de juros ‘absurdos’, onde as taxas praticadas no mercado chegam a seis vezes o índice de inflação”, disse.

Na avaliação da entidade, o país precisa avançar em medidas que estimulem o crescimento econômico e melhorem o ambiente de negócios. A federação também defendeu maior controle das contas públicas.

Leia mais: “Banco Central corta Selic para 14,75% alertando sobre guerra no Irã

Segundo a Fiesp, os gastos e déficits do governo têm elevado a dívida pública para patamares próximos de 80% do Produto Interno Bruto.

Para a entidade, o país precisa de mudanças mais profundas na política econômica. “O Brasil não precisa de ajustes simbólicos, mas de um ambiente que deixe de ser hostil aos negócios e passe a fomentar o crescimento e a geração de renda.”

BC cita guerra no Oriente Médio como fator de risco para inflação

No comunicado que acompanhou a decisão sobre a Selic, o BC alertou para o aumento da incerteza no cenário internacional com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Segundo o Copom, a escalada geopolítica tem provocado maior volatilidade nos preços de ativos e commodities e exige cautela de países emergentes.

O BC afirmou que os efeitos da guerra podem atingir cadeias globais de suprimento e pressionar preços de energia e matérias-primas, com impacto potencial sobre a inflação no Brasil. A autoridade monetária também destacou que ainda não há clareza sobre a duração do conflito e seus efeitos econômicos.

Diante desse cenário, o Copom afirmou que seguirá avaliando os desdobramentos externos ao definir os próximos passos da política monetária.

1 comentário
  1. Denis R.
    Denis R.

    Tímida é a atuação da FIESP na hora de cobrar o governo para que ele controle toda esta gastança que promove. Somado a isso a insegurança jurídica também afasta investimentos, porque então a FIESP não se pronuncia de forma mais veemente sobre este tema também? Agora querem jogar a culpa nos rentistas?! Isso só pode ser brincadeira.

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