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Economia

FMI libera nova parcela de US$ 1 bilhão para a Argentina e elogia ajuste de Milei

Fundo afirma que governo argentino manteve execução 'sólida' do programa econômico, mesmo sem cumprir meta de reservas

FMI
A liberação ocorreu durante a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O diretório do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, nesta quinta-feira, 21, a liberação de uma nova parcela de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5 bilhões, do programa de crédito de US$ 20 bilhões firmado com a Argentina há um ano.

A liberação ocorreu durante a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas. Em comunicado, o FMI avaliou que o governo do presidente Javier Milei manteve uma execução “sólida” do programa econômico, mesmo diante de um cenário global mais complexo.

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Segundo o fundo, “a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas-chave foi cumprida”, embora a Argentina não tenha alcançado a meta de acumulação de reservas internacionais líquidas prevista no acordo.

Com Milei, a Argentina diminuiu consideravelmente a inflação I Foto: World Economic Forum/Ciaran McCrickard
Com Milei, a Argentina diminuiu consideravelmente a inflação I Foto: World Economic Forum/Ciaran McCrickard

FMI destaca agenda econômica de Milei para a Argentina

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, classificou como “impressionantes” os resultados da agenda econômica conduzida pelo governo ultraliberal argentino.

“As autoridades argentinas continuaram alcançando avanços importantes na estabilização e na criação de uma economia mais orientada ao mercado”, afirmou Georgieva.

Ela também recomendou que o governo mantenha flexibilidade na condução econômica diante dos riscos internos e externos. “A formulação ágil de políticas e o planejamento de contingências continuam sendo essenciais para salvaguardar os objetivos do programa”, declarou a executiva do FMI.

Desde o início do mandato de Milei, o governo implementou um amplo programa de ajuste fiscal, com cortes de gastos públicos e eliminação de subsídios. As medidas provocaram protestos em diferentes regiões do país, mas o presidente argentino conseguiu manter apoio parlamentar para avançar com a agenda econômica.

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