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Economia

Gari brasileiro constrói máquina de reciclagem e fatura R$ 7,5 mil por mês

Ex-alcoólatra, Giorggio Abrantes desenvolveu equipamento que transforma garrafas PET em vassouras ecológicas e cordas de varal

Giorggio Abrantes, gari brasileiro que construiu máquina de reciclagem
Giorggio Abrantes, gari brasileiro que construiu máquina de reciclagem | Foto: Reprodução/Instagram

Giorggio Abrantes, um gari do sertão da Paraíba, construiu uma máquina de reciclagem de garrafas PET e transformou sua vida financeira. Antes, lutava contra o alcoolismo, agora, ele fatura aproximadamente R$ 7,5 mil por mês com a venda desses equipamentos.

A ideia surgiu durante seu tratamento contra o álcool. Com R$ 14 mil obtidos por meio de uma vaquinha on-line e doações, Abrantes criou um equipamento que transforma garrafas PET em vassouras ecológicas e cordas de varal. Os novos produtos vão ao mercado por valores entre R$ 10 e R$ 35.

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O sucesso e a fabricação das máquinas de reciclagem

O sucesso das mercadorias gerou curiosidade sobre a máquina, o que levou Abrantes a fabricá-la para a venda. Ele comercializa cada unidade por R$ 354.

“Devido aos muitos comentários, as pessoas perguntando onde eu conseguia aquelas máquinas, como poderiam comprar, eu resolvi aprender a soldar para poder fazer as máquinas e vender para os clientes que comentavam em vídeos meus”, relatou Abrantes, ao Grupo Globo.

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O alcance do projeto ultrapassou as fronteiras brasileiras. Hoje, ele envia máquinas a países como Itália, na Europa, e Moçambique, na África. Os fios das garrafas recicladas também são usados por artesãos na confecção de bolsas e chapéus, ampliando o impacto da iniciativa.

Presença on-line

O gari soma milhões de visualizações nas redes sociais
O gari soma milhões de visualizações nas redes sociais | Foto: Reprodução/Instagram

Além disso, Abrantes tornou-se conhecido na internet. Ele tem mais de 1 milhão de inscritos em seu canal no YouTube, plataforma a qual utiliza para ensinar a construção e o uso das máquinas. Assim, o gari inspira outras pessoas a seguirem seu exemplo.

“Olha, tem um dizer que ‘a necessidade é a mãe da invenção'”, afirmou Abrantes. “Todas essas máquinas que eu fiz, tudo que foi desenvolvido, realmente foi buscando dinheiro para poder suportar as dificuldades do dia a dia.”

Leia também: “O país da energia limpa”, reportagem de Amanda Sampaio e Artur Piva publicada na Edição 254 da Revista Oeste

Abrantes também recebe convites para dar palestras, em que compartilha sua experiência com a reciclagem.

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2 comentários
  1. Marcão
    Marcão

    Vamos ver até onde ele vai, quando sentir o grande peso do Estado em suas costas. Infelizmente aqui, o Estado atrapalha qualquer um que queira empreender e se desenvolver.
    Desejo toda a felicidade e sorte para este rapaz, que Deus o abençoe.

    1. FRANCISCO FERREIRA
      FRANCISCO FERREIRA

      Pensei mais ou menos o mesmo. Conseguiu escapar da sanha fiscalizatória do PIX, mas até quando?

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