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General Motors interrompe fabricação de carros no RS

Montadora relaciona decisão à pandemia de covid-19 no Brasil
Pátio da GM em Gravataí, na Grande Porto Alegre
Pátio da GM em Gravataí, na Grande Porto Alegre | Foto: Divulgação/General Motors

A General Motors decidiu nesta semana interromper a produção de veículos em sua fábrica em Gravataí (RS). De acordo com a empresa, a decisão se deve à falta de peças para produção de automóveis. Por ora, a suspensão dos trabalhos na cidade gaúcha terá duração de dois meses.

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Em comunicado oficial, a montadora relaciona a suspensão da produção de carros no Rio Grande do Sul com o momento enfrentado em todo o mundo. “[Teremos] paradas de produção durante a pandemia”, informa a equipe de comunicação da empresa. “[A cadeia de suprimentos tem sido impactada] pela recuperação do mercado mais rápida que o esperado”, prossegue a companhia.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari disse compreender o momento da companhia. O sindicalista destacou o fato de a empresa, por ora, comprometer-se a não demitir ninguém e a manter o cronograma de adiantar os pagamentos relativos à participação nos lucros e ao abono.

“Já tínhamos aprovado o layoff por um período de dois a seis meses, só que a empresa ia manter um turno funcionando”

“Demissões pontuais sempre existem, isso faz parte. Mas esse não é o caso. Nós já tínhamos aprovado o layoff por um período de dois a seis meses, só que a empresa ia manter um turno funcionando”, afirmou Ascari em contato com o jornal Correio do Povo. “Hoje, eles nos chamaram para dizer que a paralisação vai ser total”, explicou.

Investimento da General Motors

A decisão de suspender as atividades no Rio Grande do Sul contrasta com decisão anterior anunciada pela própria General Motors. No começo do ano, a empresa anunciou que faria investimento de R$ 10 bilhões em São Paulo, Estado onde mantém ativas as fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos.

Leia também: “O carro que voa e o trem que flutua”, artigo do colunista Dagomir Marquezi publicado na Edição 37 da Revista Oeste

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