Guedes contesta dados sobre desemprego e afirma que IBGE está na ‘idade da pedra lascada’

Segundo o ministro da Economia, instituto se baseia 'em métodos que não são os mais eficientes'
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Paulo Guedes minimizou os dados sobre desemprego divulgados hoje pelo IBGE
Paulo Guedes minimizou os dados sobre desemprego divulgados hoje pelo IBGE | Foto: Divulgação

Ao comentar os dados divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontaram um contingente de 14,8 milhões de brasileiros desempregados, o ministro da Economia, Paulo Guedes, contestou a metodologia adotada pelo órgão para realizar o levantamento.

Segundo Guedes, o IBGE ainda está na “idade da pedra lascada” em termos metodológicos. “Neste ano, já criamos 1,5 milhão de novos empregos. Desde que a covid-19 nos atingiu e destruiu quase 1 milhão de empregos, em abril do ano passado, já criamos 2,5 milhões de novos empregos”, afirmou. “A Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios] do IBGE está metodologicamente atrasada, é feita pelo telefone. É muito superior a metodologia do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], que vem diretamente das empresas.”

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Guedes disse ainda que é necessário fazer alguns ajustes na metodologia utilizada pelo IBGE. “Ele ainda está na idade da pedra lascada, baseado em métodos que não são os mais eficientes. Temos as informações diretas da empresa”, afirmou o ministro. “Estamos criando praticamente 1 milhão de empregos a cada três meses e meio. Então, as pesquisas do IBGE estão um pouco atrasadas e daqui a pouco vão ter que convergir para o que está acontecendo. Os indicadores do Caged nos indicam que estamos criando empregos. Vamos derrubar essa taxa de desemprego muito rapidamente.”

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Como Oeste noticiou mais cedo, o índice de desemprego no Brasil fechou o trimestre móvel encerrado em maio deste ano em 14,6%, segundo dados do IBGE. O percentual corresponde a um contingente de 14,8 milhões de pessoas sem ocupação profissional. Esta é a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, que teve início em 2012. O recorde é de 14,7% e foi registrado nos dois trimestres móveis imediatamente anteriores, encerrados em março e abril.

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