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Economia

Indicados por Lula são maioria no Copom

Reunião do comitê decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic

Gabriel Galípolo é o novo presidente do Banco Central (BC), indicado por Lula (PT) | Foto: Reprodução/Twitter/X
O novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Lula | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formam, pela primeira vez, maioria no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A reunião, que ocorre hoje, 28, e amanhã, decidirá sobre a taxa básica de juros.

Entre os nove membros do colegiado, apenas dois foram nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A lei de autonomia do Banco Central, sancionada em 2021, implementou mandatos de quatro anos para os diretores, que terminam em períodos intercalados.

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Em 2024, os mandatos de três diretores chegaram ao fim: Roberto Campos Neto, então presidente do BC; Otavio Damaso, ex-diretor de Regulação; e Carolina de Assis Barros, que atuava na diretoria de Relacionamento Institucional.

Os novos membros do Banco Central

Esses diretores foram substituídos por Gabriel Galípolo, agora presidente do BC; Gilney Vivan, na Regulação; Izabela Correia, no Relacionamento Institucional; e Nilton José David, na Política Monetária.

Em 2025, o governo em exercício indicou mais diretores no Banco Central do que o governo anterior, marco que simboliza uma nova era na política monetária.

O consenso entre os agentes do mercado financeiro é que o Copom decidirá por um aumento de 1 ponto porcentual na taxa Selic.

Essa expectativa surge em um contexto em que o peso dos votos dos indicados por Lula tem sido mais expressivo, especialmente nas reuniões mais recentes do Copom.

Críticas do governo Lula

Roberto Campos Neto criticou fim da escala 6x1 em evento | Foto: Raphael Ribeiro/BC
O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto | Foto: Raphael Ribeiro/BC

Nos anos de 2023 e 2024, o governo Lula criticou frequentemente Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro.

Ao deixar o cargo, em dezembro de 2024, Campos Neto afirmou que suas decisões foram pautadas por critérios técnicos. Durante seu mandato, apenas uma divergência significativa ocorreu entre ele e os diretores indicados por Lula em relação à política monetária.

Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, ressaltou que, nas últimas duas reuniões do Copom, os indicados por Lula tiveram maior influência, coincidindo com decisões mais restritivas, como a elevação da Selic para 14,25% ao ano, prevista para março.

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