publicidade
Economia

Justiça do RJ nega pedido do BTG e mantém decisão favorável à Americanas

Varejista, que anunciou rombo de R$ 20 bilhões, não pode ser cobrada por credores

americanas
Foto: Divulgação

A desembargadora Leila Santos Lopes, do Tribunal de Justiça do Rio, negou o pedido feito pelo banco BTG Pactual para derrubar a medida obtida pela Americanas, de forma a evitar o vencimento antecipado de suas dívidas e impedir que medidas de cobrança, como penhora e sequestro de bens. A decisão foi proferida na segunda-feira 16.

O banco entrou com o recurso no fim de semana, e o desembargador de plantão Luiz Roldão de Freitas argumentou que não era o caso para uma decisão fora do expediente e determinou que o recurso fosse distribuído a um relator no dia útil seguinte.

Receba nossas atualizações

A desembargadora considerou que, apesar da dívida da Americanas com o BTG ser “exorbitante”, o banco não adotou providências para executá-las antes do anúncio da possível recuperação judicial.

Segundo Leila, a “dívida exorbitante e crescente nos últimos anos”, da varejista com o banco, chega “a mais de R$ 3 bilhões”. E, mesmo assim, disse a magistrada, até o anúncio de “sua suposta crise financeira”, “o banco credor não se ativou em executar as cláusulas de compensação e só o fizera agora, como dito nas razões de agravo, justamente, em vista da possível recuperação judicial”.

A desembargadora argumentou, ainda, que “não se verifica maior prejuízo ao banco credor, haja vista o seu notório patrimônio líquido de mais de R$ 42 bilhões” e valor de mercado próximo de R$ 85 bilhões.

No dia 11, a varejista anunciou um rombo contábil de R$ 20 bilhões e entrou com uma medida preparatória para uma possível recuperação judicial, pedindo que todas as execuções de dívidas vencidas e vencimentos antecipados de débitos fossem suspensos. O juiz da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Paulo Assed, concedeu decisão favorável à varejista na sexta-feira 13, da qual recorreu o BTG.

A Americanas alegou, ao juiz, que o rombo pode alterar o seu grau de endividamento e provocar o vencimento imediato de dívidas no montante de R$ 40 bilhões, já que todos os contratos financeiros têm cláusulas de vencimento antecipado, o que justifica o risco de insolvência.

Na segunda-feira, a varejista contratou a Rothschild, um dos maiores grupos financeiros do mundo, para renegociar as dívidas com os credores brasileiros e internacionais. 

Relacionadas

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.