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Economia

Lucro da Caixa cai 34% no 1° trimestre de 2026

Estatal ampliou provisões contra calote e inadimplência; novas regras do Banco Central motivaram a queda no balanço geral

Caixa registra nas concessões, enquanto governo Lula pressiona Banco Central a manter taxa elevada | Foto: Marcelo
Caixa Econômica Federal manteve a liderança no crédito imobiliário, apesar da queda no lucro líquido | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O montante representa uma queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado sofreu o impacto do forte aumento das provisões para perdas com crédito. As reservas financeiras mais do que dobraram de tamanho no período. A informação consta no balanço divulgado nesta quinta-feira, 14.

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O crescimento das provisões ocorreu por causa das novas regras do Banco Central (BC). A autoridade monetária alterou as exigências para a cobertura de risco de inadimplência. As instituições financeiras precisam agora separar mais dinheiro para garantir a segurança das operações.

O impacto das novas regras no lucro da Caixa

O banco explicou a mudança nos cálculos. As provisões passaram a considerar as perdas esperadas nas operações de crédito. A regra anterior contabilizava apenas as perdas registradas de forma efetiva. A alteração elevou as reservas da instituição para eventuais calotes. A medida pressionou o resultado trimestral de forma direta.

Leilão de imóveis da Caixa Econômica Federal: oferta superior a mil unidades | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal; banco registrou queda de 34% no lucro do primeiro trimestre | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa manteve o crescimento da carteira de crédito apesar do recuo no balanço financeiro. O financiamento imobiliário impulsionou o avanço. O banco continua como o líder desse segmento no país.

A instituição financeira divulgou uma nota para explicar o cenário. O texto afirma que a transição regulatória do BC motivou o aumento das provisões. O banco diz que os números não indicam uma piora direta na qualidade da carteira de crédito. A empresa destacou as contratações do financiamento habitacional. O setor movimentou R$ 64,2 bilhões apenas nos três primeiros meses do ano.

Os números além do lucro da Caixa

A provisão para perdas atingiu a marca de R$ 6,5 bilhões. O valor indica um salto de 225% no acumulado de 12 meses. O índice de inadimplência subiu 1,22 ponto porcentual e ficou em 3,71%. A carteira total de crédito alcançou R$ 1,41 trilhão. O crédito imobiliário somou R$ 966,2 bilhões. A participação da estatal no setor habitacional é de 68%.

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A carteira de pessoa física contabilizou R$ 154,9 bilhões. O crédito consignado lidera esse grupo, com R$ 114,2 bilhões. A carteira de pessoa jurídica fechou o trimestre em R$ 114,3 bilhões. O saldo do agronegócio chegou a R$ 64,9 bilhões.

A margem financeira do banco ficou em R$ 18,3 bilhões. A receita com serviços rendeu R$ 7,4 bilhões para a empresa. As despesas operacionais custaram R$ 11,5 bilhões aos cofres da instituição. Os ativos totais da Caixa somam R$ 2,4 trilhões no mercado atual.

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*Com informações da Agência Brasil

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