Depois de executar uma garantia vinculada a uma dívida não quitada por um acionista do mercado secundário, a Mastercard passou a deter 6,93% do capital do Banco de Brasília (BRB). O valor dessa fatia gira em torno de R$ 230 milhões, distribuídos em 3,67% das ações ordinárias e 13,21% das ações preferenciais da instituição financeira.
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Na noite de terça-feira 20, o BRB informou, por meio de comunicado ao mercado, que recebeu da Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos a notificação sobre a excussão de alienação fiduciária referente ao lote de 33,6 milhões de ações. O banco esclareceu que a dívida em questão não era do próprio BRB, mas sim de um acionista externo, o Will Bank, ligado ao Banco Master.
Detalhes da consolidação das ações
A Mastercard detalhou ao BRB, na segunda-feira 19, que a consolidação da propriedade desses papéis ocorreu em seu favor. O lote inclui 11,7 milhões de ações ordinárias, equivalendo a 3,67% dessa categoria, e 21,9 milhões de ações preferenciais, correspondente a 13,21% desse grupo, conforme comunicado oficial da empresa.
Apesar de agora ser detentora dessa participação relevante, a Mastercard declarou não ter interesse em manter-se como acionista do BRB. A empresa afirmou que colocará as ações à venda e não pretende exercer os direitos políticos ligados a esses ativos durante o processo de alienação.
Segundo a Mastercard, “a excussão da garantia não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade”.
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