Revista Oeste - Eleições 2022

Mercado eleva estimativa de inflação pela quinta semana seguida

Em relação ao PIB, analistas consultados pelo Banco Central mantiveram projeção de alta de 0,3% em 2022
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Estimativa de inflação voltou a subir, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central
Estimativa de inflação voltou a subir, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central | Foto: Steve Buissine/Pixabay

Segundo a edição divulgada nesta segunda-feira, 14, do Boletim Focus, do Banco Central (BC), a estimativa feita pelo mercado para a inflação no Brasil neste ano aumentou pela quinta semana consecutiva.

De acordo com os analistas consultados pelo BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2022 deve ficar em 5,5%. Na semana passada, a projeção era de uma alta de 5,44%.

Já para o ano que vem, o mercado manteve a expectativa de que a inflação fique em 3,5%.

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Para este ano, a meta central de inflação é de 3,5% — ela será oficialmente cumprida se ficar entre 2% e 5%.

No ano que vem, a meta está fixada em 3,25% e será formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a projeção do mercado para o crescimento da economia brasileira não mudou na comparação com a semana passada: segue em 0,3% em 2022.

Para 2023, a estimativa foi reduzida de 1,53% para 1,5%.

Selic

Os analistas do mercado ouvidos pelo BC também elevaram a expectativa para a taxa básica de juros da economia (a Selic), de 11,75% para 12,25% ao ano em 2022.

Já para o fechamento do ano que vem, a projeção permaneceu estável em 8% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano, tendo alcançado o patamar de dois dígitos pela primeira vez em mais de quatro anos.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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1 comentário Ver comentários

  1. Não me recordo desses especialistas, terem acertado alguma coisa até hoje, vivem ativando o chutometro, depois do erro vem com justificativas sem pé nem cabeça.

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