‘Ministério não trabalha com previsão de reajuste’, diz secretário do Tesouro

Paulo Valle explicou que até o fim de 2022 ainda há uma necessidade de esforço fiscal em decorrência dos gastos com a pandemia
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Secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, em entrevista à rádio Jovem Pan
Secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, em entrevista à rádio Jovem Pan | Foto: Reprodução/Jovem Pan

Os servidores federais anunciaram nesta semana que podem fazer paralisações ao longo de janeiro para pressionar o governo a conceder reajuste salarial generalizado.

No entanto, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, o ministério da Economia não trabalha, por enquanto, com a previsão de reajuste para servidores em 2022.

“Devido à pandemia, a gente teve um forte impacto com corte de gastos ao longo de 2020, e a gente veio recuperando paulatinamente neste ano de 2021″, explicou o secretário em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan.

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“Nós, do Ministério da Economia, trabalhamos com cenário de não aumento para 2022, com o objetivo de atingirmos uma consolidação fiscal, que ainda tem uma necessidade de esforço fiscal até o final do ano que vem”, disse.

A mobilização dos servidores ganhou força depois de o presidente Jair Bolsonaro priorizar a destinação de R$ 1,7 bilhão para reajuste apenas de policiais federais em 2022.

“Ainda não está definido como será utilizado esse dinheiro. A gente não tem definição, esse assunto passa por outras áreas e a gente espera que ao longo de janeiro tenha um avanço”, disse o secretário.

O secretário explicou que, desde 2014, a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) subiu até atingir 88%. Segundo ele, com o esforço fiscal feito pelo governo neste ano, o ministério conseguiu reduzir a dívida/PIB para 80%.

“É importante continuar nessa trajetória de resultado fiscal o suficiente para manter esse caminho de queda”, argumentou.

“Ter uma dívida/PIB elevada impacta diretamente na percepção de risco do país e na taxa de juros. O Brasil acaba sendo obrigado a ter uma taxa de juros maior, isso influencia no crescimento do país”, concluiu.

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2 comentários Ver comentários

  1. É hora do setor mais protegido e privilegiado do Brasil ajudar o Governo a atender as necessidades da população mais necessitada, parte dela necessitada de tudo. Abrir mão do aumento em seus salários é uma enorme ajuda e contribuição.

    1. Eduardo

      Com todo respeito……nunca veremos isso. Essa é uma casta de privilegiados que jamais abrirá mão de nada. Ao contrário…continuaremos sangrando seja por meio de aumento de impostos seja por acordos espúrios votados na calada da noite. No fim ainda darão risada de nós !!!

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