O governo Lula aplicou novas regras ao programa Minha Casa, Minha Vida, que entraram em vigor nesta quarta-feira, 22. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil vão operar as mudanças, que ampliam o alcance para a classe média e elevam os custos da política habitacional.
As regras atualizam os limites de renda familiar e aumentam os valores máximos dos imóveis financiáveis, o que expande o público atendido, mas também amplia os gastos.
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Com a reformulação, o Minha Casa, Minha Vida passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
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O programa ampliou o teto dos imóveis e chega agora a R$ 400 mil na faixa 3 e a R$ 600 mil na nova categoria voltada à classe média. Já nas faixas 1 e 2, direcionadas às rendas mais baixas, os limites permanecem em até R$ 275 mil, variando conforme o município.
As alterações permitem o reenquadramento de famílias em faixas com condições mais vantajosas, com juros menores. Na prática, famílias com renda próxima de R$ 3 mil, antes enquadradas na faixa 2, passam a acessar as condições da faixa 1, com redução mínima de 0,25 ponto porcentual nas taxas, o que diminui o custo total do financiamento.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou as novas regras em março.

Minha Casa, Minha Vida aumenta valores dos imóveis em todas as faixas
Em 2026, os limites foram atualizados em todas as faixas. Na faixa 1, a renda máxima subiu de R$ 2,9 mil para R$ 3,2 mil.
Já na faixa 2, passou de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil. O programa elevou a renda da faixa 3 de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil e aumentou o teto dos imóveis de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Por fim, a faixa 4, voltada à classe média, teve valor ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil, enquanto o valor dos imóveis subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil, consolidando a expansão do programa para além das camadas de menor renda.
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