Número de ocupados cresce e desemprego fica em 12,1%

Com isso, o número de pessoas que estão em busca de trabalho no país caiu, chegando a 12,9 milhões
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O contingente de empregados sem carteira subiu 9,5% no 3º trimestre
O contingente de empregados sem carteira subiu 9,5% no 3º trimestre | Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

A taxa de desemprego diminuiu para 12,1% no trimestre encerrado em outubro. Na comparação com o trimestre anterior, a queda é de 1,6 ponto porcentual.

Com isso, o número de pessoas que estão em busca de trabalho no país caiu, chegando a 12,9 milhões.

Já o contingente de pessoas ocupadas aumentou 3,6%, o que representa 3,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em julho.

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Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 8,7 milhões de trabalhadores, diminuindo o desemprego.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Essa queda na taxa de desemprego está relacionada ao crescimento da ocupação, como já vinha acontecendo nos meses anteriores”, disse a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

População ocupada chega a 54,6%

Com esse crescimento, o nível de ocupação, que é o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, subiu para 54,6%, o maior desde o trimestre encerrado em abril do ano passado.

O aumento na ocupação foi impactado pelo número de empregados com carteira de trabalho no setor privado, que chegou a 33,9 milhões, crescimento de 4,1% ante o trimestre anterior. Isso significa 1,3 milhão de pessoas a mais.

“Do aumento de 3,3 milhões de pessoas na ocupação, 40% são trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Essa recuperação do trabalho formal já vem ocorrendo nos meses anteriores, desde o trimestre encerrado em julho. Então, embora o emprego com carteira no setor privado ainda esteja em um nível abaixo do que era antes da pandemia, vem traçando uma trajetória de crescimento”, explicou.

Trabalho informal

Também no setor privado, o contingente de empregados sem carteira subiu 9,5% (cerca de 1 milhão de pessoas). Essa categoria, no trimestre encerrado em outubro, somava 12 milhões de trabalhadores.

Com o crescimento da ocupação sendo influenciado pelo trabalho informal, o rendimento real habitual caiu 4,6%, e chegou a R$2.449. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi de 11,1%.

25,6 milhões de trabalhadores por conta própria

Os trabalhadores por conta própria aumentaram em 2,6%, chegando ao contingente de 25,6 milhões.

Aumento na ocupação é influenciado pelo comércio

O número de ocupados no comércio cresceu 6,4%, o que representa 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando no setor.

Já o aumento da indústria foi de 4,6%, ou mais 535 mil pessoas. No mesmo período, mais 500 mil pessoas passaram a trabalhar no segmento de alojamento e alimentação (11%). Na construção, houve crescimento de 6,5% na ocupação (ou 456 mil pessoas).

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