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Economia

Onda de calor deixa conta de luz 5% mais cara

Na segunda e na terça-feira últimas, a carga de energia elétrica bateu um recorde, por causa das altas temperaturas no Brasil

Calor Rio de Janeiro
Sensação térmica no Rio ultrapassou 58ºC nesta semana | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A atual onda de calor fez a conta de luz deste mês de novembro ter um impacto de pelo menos 5% em comparação com o mesmo período de 2022.

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A estimativa, conforme informou o portal R7, é da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), baseada no recorde de consumo de energia registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nos últimos dois dias.

Na segunda e na terça-feira últimas, a carga de energia elétrica bateu um recorde, por causa das altas temperaturas no Brasil. Com isso, o uso de equipamentos de refrigeração aumentou exponencialmente.

Na segunda-feira, a demanda instantânea de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) passou de 100.000 megawatts (MW) pela primeira vez na história, chegando a 100.955 MW.

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Já na terça, o índice foi de 101.475 MW, às 14h20. Na quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, o consumo de energia foi mais baixo, de 86.671 MW às 14h24.

“Os recentes resultados demonstram que houve um incremento de 16,8% na carga, se considerada a demanda atendida nos primeiros dias de novembro, passando de 86.800 MW para os atuais 101.475 MW”, afirmou, em nota, o ONS.

O diretor-financeiro da Abesco, Alexandre Moana, explicou para o portal qual foi a intensidade da alta.

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“Acabamos de bater o recorde pela primeira vez na história do SIN”, ressaltou o dirigente. “Considerando variáveis, com dados que temos hoje, a gente pode colocar que deu 5% de acréscimo da potência, analisando só os dados do SIN. Considerando esse histórico que foi atingido, a gente pode falar que 5% já acrescentamos nessa potência.”

Houve, com isso, um salto enorme na potência. “Como isso desencadeia por unidade de tempo, imagina que tenho um secador de cabelo ligado em 80% do máximo, só que agora chegou a 100%”, ressaltou Moana, que completa. “Isso que está acontecendo. Se ficou um tempo na potência alta, tenho o consumo alto.”

A energia elétrica residencial já tem alta de 8,59% no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Presos ao Consumidor Amplo (IPCA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 2023, o aumento chega a 7,78%.

Um impacto dos reajustes das tarifas já havia ocorrido em agosto. Os índices foram influenciados, principalmente, pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu, relativo a um saldo positivo na conta de comercialização de energia elétrica em 2022, incorporado nas contas de luz de todos os consumidores.

Demanda de energia

calor sp
Consumo de energia tem batido recordes com o calor | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O calor intenso deve se estender até sexta-feira (17), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com temperaturas acima de 40°C em algumas partes do país. Com isso, segundo o R7, o ONS passou a esperar crescimento de até 15,6% para a carga de energia em novembro.

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O operador nacional tem acionado outras usinas termelétricas para atender ao aumento do consumo de energia.

“O operador reforça que o SIN é robusto, seguro, possui uma ampla diversidade de fontes e está preparado para atender às demandas de carga e potência da sociedade brasileira”, informa o ONS.

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