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Economia

Petróleo avança quase 7% com tensão entre EUA e Irã

Mercado reage a impasse no Estreito de Ormuz e risco de crise energética

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Primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi,a firmou que um navio do país conseguiu atravessar o estreito | Foto: Freepik/Divulgação

O petróleo fechou em forte alta nesta quarta-feira, 29, com valorização próxima de 7% no mercado internacional. O barril chegou a US$ 118,03, no maior nível desde 31 de março, quando havia encerrado a US$ 118,35.

O avanço reflete a escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, que mantém o mercado em alerta para possíveis impactos na oferta global de energia.

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Conflito pressiona oferta e eleva preços

O movimento ganhou força com declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou a manutenção do bloqueio naval contra o Irã enquanto não houver acordo nuclear. A sinalização amplia a incerteza no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

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Trump ironizou situação nas redes sociais. “Não mais Senhor Cara legal” | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Truth Social/@realDonaldTrump

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que “o bloqueio é mais eficaz que os bombardeios. Eles estão sendo asfixiados. E a situação vai piorar para eles”. Ele também reiterou que o Irã não pode desenvolver arma nuclear.

O impasse reforça o temor de uma crise energética global, já que qualquer restrição no fluxo da região tende a impactar diretamente os preços internacionais da commodity.

Principais contratos registram forte valorização

O petróleo WTI para junho, negociado na Nymex, subiu 6,95% e fechou a US$ 106,88 o barril. Já o Brent para julho, referência global negociada na ICE, avançou 5,78%, a US$ 110,44 o barril.

Enquanto isso, autoridades iranianas mantêm o discurso de que os Estados Unidos precisam reduzir exigências para que haja avanço nas negociações. O país também promete reagir às medidas adotadas por Washington.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que um navio de origem japonesa conseguiu atravessar o estreito e deixar o Golfo Pérsico, movimento visto como um sinal relevante no cenário atual.

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