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Economia

Preço da gasolina e do diesel tem defasagem superior a 12%

Alta do dólar é o principal motivo da diferença de preço em relação ao mercado internacional

Preço da gasolina vai subir em fevereiro | Foto: Reprodução/Freepik
Preço da gasolina vai subir em fevereiro | Foto: Reprodução/Freepik

Um relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgado na última segunda-feira, 6, mostra a defasagem do preço da gasolina e do óleo diesel em relação ao mercado internacional.

O documento revela que o preço da gasolina da Petrobras está 12% abaixo do Preço de Paridade Internacional (PPI). A diferença chega a R$ 0,36 por litro em relação ao valor praticado no comércio exterior.

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O diesel também apresenta um desajuste, com uma defasagem média de 9%, o que representa uma diferença de R$ 0,61 por litro.

“Com a estabilidade no câmbio e nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está abaixo da paridade para o óleo diesel e para a gasolina. Defasagem média de -16% no óleo diesel e de -12% para a gasolina”, informa a Abicom.

Desde outubro de 2024, o dólar subiu quase 15%, contribuindo para o descompasso entre os preços dos combustíveis no Brasil e no mercado internacional.

A defasagem prejudica principalmente os importadores de combustível, que têm dificuldades de comprar o produto e revendê-lo no Brasil por um preço competitivo.

Defasagem do valor da gasolina e do diesel

Além disso, o preço do petróleo Brent, referência global, aumentou cerca de 8% no último mês. Essa situação afeta os resultados financeiros da Petrobras, impactando os retornos para os acionistas e diminuindo a capacidade de reinvestimento da empresa.

Segundo a Abicom, a defasagem alta no preço da gasolina também impacta a precificação adequada do etanol e gera um desequilíbrio concorrencial para refinarias privadas que buscam ajustar seus preços ao valor de mercado.

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1 comentário
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Já vimos esse filme no governo Dilma pra segurar inflação.
    Endividou a empresa, não pagaram os dividendos adequados aos acionistas lesados e não houve investimento por falta de dinheiro com a manipulação.
    Nos EUA a empresa foi processada e a companhia teve que ressarcir acionistas americanos e pagar multa pra continuar na Bolsa.
    Por isso queremos a privatização da empresa.
    Vive aparelhada e dando prejuízo aos pagadores de impostos!

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