Preocupado com inflação, Bolsonaro questionará produtores de soja

Articulado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, encontro terá representantes de holdings multinacionais e cooperativas processadoras do grão.
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Bolsonaro não quer que soja se torne mais um 'vilão inflacionário', como o arroz |  Foto: Coloradogoias/Wikimedia Commons
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Articulado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, encontro terá representantes de ‘holdings’ multinacionais e cooperativas processadoras do grão

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Bolsonaro não quer que soja se torne mais um ‘vilão inflacionário’, como o arroz
Foto: Coloradogoias/Wikimedia Commons
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O presidente Jair Bolsonaro se encontrará, nesta terça-feira, 27, com representantes de holdings multinacionais e cooperativas processadoras de soja.

Articulada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a reunião servirá para que o presidente questione os produtores sobre o aumento do preço do grão e seus derivados, como o óleo de soja, a um patamar elevado.

Juntos aos convidados, a ministra deve mostrar ao presidente que a cotação internacional da commodity, a forte demanda chinesa durante a pandemia de coronavírus, a desvalorização do câmbio e os reflexos de tudo isso na Bolsa de Chicago, onde são formados os preços da oleaginosa, causam um ajuste para cima no valor do produto.

O temor entre os que vão participar do encontro é que Bolsonaro faça cobranças mais duras, como ocorreu no caso do arroz, visto que, de acordo com a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 15 dias de outubro (IPCA-15), o óleo de soja aumentou 22,34% nas prateleiras dos supermercados. Foi o item que mais pesou no bolso do brasileiro no mês, e no ano já subiu 50%.

O setor argumentará que não tem como mexer com as variáveis do mercado expostas. E que a próxima safra de soja deve ser colhida já no início de 2021, o que deve baixar, pelo menos um pouco, o preço do grão.

O chefe do Palácio do Planalto demonstra preocupação com a questão inflacionária do país e já deixou isso bastante claro ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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2 comments

  1. Penso que o mercado interno deveria ser prioritário para atendimento do setor agrícola, especialmente quando é o maior produtor mundial da soja e outros grãos. Não é possível que exportemos grandes quantidades do produto deixando o mercado interno a mercê da lei da oferta e da procura, acrescida de fatores externos de aumento da taxa de cambio que torna o produto em reais insuportável aos consumidores. Ora, se é uma regra de obediência as leis do mercado, creio que União poderia estabelecer uma tributação aos ganhos cambiais dos exportadores, para subsidiar o consumo interno. É lamentável que a população do pais de maior produção de soja, pague o preço “cambial” do seu próprio produto.

    1. O Brasil sempre exportou o miolo e deixou a casca. Já passou da hora de priorizar os brasileiros com o de melhor e com boa demanda para que não tenhamos que pagar um preço abusivo como sempre acontece.

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