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Economia

Previdência do Amapá priorizou Banco Master, informa PF

O Amprev rejeitou propostas de bancos de primeira linha, como o Santander, BTG Pactual e Safra, sob o argumento de maior retorno oferecido pela instituição financeira

Banco Central São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro do Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Documentos da investigação da Polícia Federal (PF) mostram que os aportes do Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) no Banco Master foram feitos com desprezo a alertas técnicos e riscos de mercado.

Segundo a PF, as operações ocorreram em menos de 20 dias e seguiram uma lógica “estruturada e sequencial”, com funções definidas entre os investigados. Os documentos foram revelados pela colunista Malu Gaspar, de O Globo.

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A PF aponta o conselheiro José Milton Afonso Gonçalves como “mentor intelectual” das operações no comitê de investimentos do Amprev. De acordo com a investigação, ele teria omitido comparativos de risco e rejeitado propostas de bancos de primeira linha — Santander, BTG Pactual e Safra —, sob o argumento de maior retorno oferecido pelo Banco Master.

A conduta teria se repetido nas reuniões de 19 e 30 de julho, com indícios de direcionamento deliberado dos recursos.

Outros detalhes da investigação sobre aportes ao Master

Polícia Federal: sistema tenta protelar processo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Investigação da PF revela transações com o Banco Master | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Amprev, Jocildo Silva Lemos, também é citado como peça central da operação e foi alvo de buscas. Segundo a PF, ele atuou para neutralizar resistências internas da área técnica e tinha ciência de que a Caixa Econômica Federal recusou a compra dos mesmos ativos por considerá-los de alto risco.

Ainda assim, Jocildo teria validado uma visita técnica ao Banco Master apenas para dar aparência de legalidade, sem auditoria efetiva.

Para o juiz Jucélio Fleury Neto, da Justiça Federal do Amapá, os fatos indicam crime que “atinge frontalmente o interesse do Estado”, com prejuízo irreparável ao erário previdenciário.

Jocildo afirmou ter sido indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não é investigado. Em nota, Alcolumbre disse esperar apuração transparente e respeito ao devido processo legal.

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1 comentário
  1. Miklós Battonyai
    Miklós Battonyai

    Alcolumbre ne?!? É aquele que senta sobre os impedimentos a iluministros do stf….a tah…

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