Qual o interesse de Bradesco, Itaú e Santander na região amazônica?

Bancos privados se unem na criação do Conselho Consultivo Amazônia
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Bancos privados se unem na criação do Conselho Consultivo Amazônia

bradesco, itaú e santander - conselho consultivo amazônia
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Bradesco, Itaú e Santander anunciaram hoje que uniram forças para a criação do Conselho Consultivo Amazônia. Além de divulgarem o nome dos sete conselheiros, conforme noticiado por Oeste, os três bancos informaram qual conjunto de interesses por trás da iniciativa.

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De acordo com comunicado divulgado pelas instituições financeiras, o conselho surge para implementar dez medidas em favor da região amazônica brasileira. Os três bancos afirmam que querem ir do “desmatamento zero” ao impulsionamento da bioeconomia, passando por ações de infraestrutura, por exemplo.

Confira, assim, os interesses oficiais de Bradesco, Itaú e Santander com o Conselho Consultivo Amazônia

  1. Atuar visando ao desmatamento zero na cadeia da carne, reforçando diligências internas, apoiando a transição e articulando com empresas e associações para a criação de compromisso setorial;
  2. Estimular as cadeias sustentáveis, como a do cacau, açaí e castanha, por meio de linhas de financiamento diferenciadas e ferramentas financeiras e não financeiras;
  3. Estimular o desenvolvimento da infraestrutura de transporte mais sustentável, como o hidroviário, com aplicação de metas ambientais, em troca de condições diferenciadas de financiamento;
  4. Viabilizar investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social da região, como acesso à energia, internet, moradia e saneamento;
  5. Fomentar projetos que visem ao desenvolvimento econômico e à conservação ambiental por meio de instrumentos financeiros de lastro verde, como o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA) e Crédito de Carbono;
  6. Incorporar os impactos das mudanças climáticas nas políticas de crédito e investimentos de longo prazo e dar ênfase a isso em nossos relatórios;
  7. Ampliar o alcance de negócios que promovam a inclusão e a orientação financeira na região;
  8. Articular e apoiar a implantação do sistema informatizado de registro de regularização fundiária;
  9. Articular a criação de um fundo para atores e lideranças locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioeconômico na região;
  10. Atrair investimentos que promovam parcerias e desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a bioeconomia.
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6 comentários Ver comentários

  1. Acho que se for pra jogar pra iniciativa privada, tem que ser muito bem estudado e fazer algum contrato curto ou algo do tipo, por pelo menos no máximo uns 10 anos e ir prolongando a atuação dela na região conforme o desenvolvimento e progresso. Jogar de graça a Amazônia pra iniciativa privada é dizer ”adeus” para nossa riqueza.

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