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Economia

Rombo das estatais federais bate novo recorde

Para o governo Lula, os dados do Banco Central não refletem a real situação financeira das empresas

Durante o ano de 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula, as estatais apresentaram um déficit de R$ 2,43 bilhões | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O desempenho representa aumento de 61,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o déficit foi de R$ 3,42 bilhões | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O resultado fiscal das estatais federais de janeiro a julho de 2025 registrou um rombo de R$ 5,52 bilhões, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 29. Esse saldo negativo é o maior já registrado para esse intervalo desde o início da série do BC, em 2002.

O desempenho representa um aumento de 61,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o déficit foi de R$ 3,42 bilhões.

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O Banco Central utiliza o critério da necessidade de financiamento para avaliar se essas empresas contribuem para o equilíbrio das contas públicas ou requerem mais recursos do Tesouro Nacional.

O levantamento não inclui estatais financeiras, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Petrobras.

Governo Lula questiona metodologia do Banco Central

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, responsável pela administração das estatais, contesta a metodologia. A pasta alega que os dados do Banco Central não refletem a real situação financeira das estatais, pois não detalham receitas, custos, ativos, passivos e lucro líquido.

Mesmo assim, setores do governo e o mercado consideram o indicador divulgado pelo BC importante para mensurar o impacto das estatais nas contas públicas e nas decisões de política fiscal. Caso as empresas apresentem necessidade de financiamento, o Tesouro pode ser obrigado a cobrir o déficit por meio da emissão de dívida ou uso de receitas tributárias.

Rombo das estatais em diferentes esferas

Considerando todas as estatais nacionais, o Banco Central apontou déficit de R$ 8,28 bilhões no acumulado do ano até julho.

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Entre as federais, o déficit ficou em R$ 2,21 bilhões apenas no mês de julho, o maior da série histórica para o mês. Enquanto isso, as estatais municipais somaram saldo negativo de R$ 550 milhões no período.

Leia também: “Onde o crime organizado não tem vez”, reportagem de Fábio Bouéri publicado na Edição 285 da Revista Oeste

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