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Economia

Taxa de desemprego no Brasil fica em 6,8% no trimestre encerrado em julho

Este é o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012

Taxa de desemprego no Brasil fica em 6,8% no trimestre encerrado em julho
Segundo a Pnad, percentual representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2024 (7,5%) | Foto: Marcello Casal Jr. Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil, também chamada de taxa de desemprego, foi de 6,8% no trimestre encerrado em julho de 2024. O porcentual representa uma redução de 0,7 ponto em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2024 (7,5%) e 1,1 ponto porcentual em comparação com o mesmo período de 2023 (7,9%).

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), esse foi o menor índice para um trimestre encerrado em julho desde em 2012, início da série histórica da Pnad Contínua.

A taxa de subutilização também apresentou queda e ficou em 16,2% no período, uma diminuição em relação aos 17,4% do trimestre anterior e aos 17,7% do mesmo trimestre de 2023

Redução significativa na taxa de desemprego e aumento na ocupação no Brasil

A população desocupada gira em torno de 7,4 milhões, uma redução de 9,5% (783 mil pessoas a menos) no trimestre e de 12,8% (1,1 milhão a menos) no ano. Esse é o menor contingente de desocupados desde janeiro de 2015.

Paralelamente, a população ocupada atingiu 102 milhões, um novo recorde na série histórica, com aumentos de 1,2% (1,2 milhão de pessoas) no trimestre e 2,7% (2,7 milhões) no ano, segundo a Pnad.

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O nível de ocupação subiu para 57,9%, um crescimento de 0,6 ponto porcentual em comparação com o trimestre móvel anterior (57,3%) e 1,1 ponto porcentual em relação ao ano passado (56,9%). Desde 2014, esse é o maior nível de ocupação para um trimestre, encerrado em julho.

Queda na população subutilizada e subocupada no Brasil

A população subutilizada totalizou 18,7 milhões de pessoas, a menor desde dezembro de 2015, com quedas de 6,9% (1,4 milhão a menos) no trimestre e 7,8% (1,6 milhão a menos) no ano. A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas foi de 5 milhões, uma redução de 4,1% (212 mil pessoas a menos) no trimestre e estabilidade na comparação anual.

Ao mesmo tempo, a população fora da força de trabalho permaneceu estável em 66,7 milhões. Já a população desalentada, que chegou a 3,2 milhões, atingiu seu menor nível desde junho de 2016, com uma redução de 7% (242 mil pessoas a menos) no trimestre e 12,2% (447 mil pessoas a menos) no ano.

Já o porcentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada foi de 2,9%, teve uma redução de 0,2 ponto porcentual no mês e 0,4 ponto porcentual no ano.

Setor privado registra novos recordes na taxa de emprego no Brasil

O número de empregados no setor privado alcançou 52,5 milhões, um novo recorde, com aumentos de 1,4% (731 mil pessoas a mais) no trimestre e 4,5% (2,2 milhões de pessoas a mais) no ano.

Dentro desse grupo, o número de empregados com carteira assinada chegou a 38,5 milhões, também um recorde, com aumentos de 0,9% (353 mil pessoas a mais) no trimestre e 4,2% (1,5 milhão de pessoas a mais) no ano.

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Quanto à quantidade de empregados sem carteira assinada no setor privado, houve registros de 13,9 milhões. O aumento foi de 2,8% (378 mil pessoas a mais) no trimestre e 5,2% (689 mil pessoas a mais) no ano.

A pesquisa também identificou que a taxa de informalidade foi de 38,7% da população ocupada, mantendo-se estável em relação ao trimestre encerrado em abril e uma leve queda em comparação ao mesmo trimestre de 2023 (39,2%).

Rendimento real habitual e força de trabalho em crescimento

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.206, estável no trimestre, mas com um crescimento de 4,8% no ano. A massa de rendimento real habitual foi de R$ 322,4 bilhões. Isso significa um aumento de 1,9% (R$ 6 bilhões a mais) no trimestre e 7,9% (R$ 27,5 bilhões a mais) no ano.

A força de trabalho, composta de pessoas ocupadas e desocupadas, chegou a 109,5 milhões no trimestre de maio a julho de 2024. Essa população cresceu 0,4% (444 mil pessoas a mais) em comparação ao trimestre encerrado em abril e 1,5% (1,6 milhão de pessoas a mais) no ano.

Crescimento em diversos setores de atividade

confiança comerciantes comércio
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas tiveram um crescimento de 1,9%, ou 368 mil pessoas a mais no mercado | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ao analisar a empregabilidade do país por grupamentos de atividade, a pesquisa identificou aumento nesses setores, em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2024:

  • comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,9%, ou 368 mil pessoas a mais); e
  • administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2%, ou 584 mil pessoas a mais).

Em comparação ao trimestre de maio a julho de 2023, houve crescimento nos seguintes grupamentos:

  • construção (4,7%, ou 338 mil pessoas a mais);
  • comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,6%, ou 482 mil pessoas a mais);
  • transporte, armazenagem e correio (6,6%, ou 352 mil pessoas a mais);
  • informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (5,6%, ou 682 mil pessoas a mais);
  • administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,6%, ou 654 mil pessoas a mais); e
  • outros serviços (5,4%, ou 284 mil pessoas a mais).

Por outro lado, houve ainda uma redução no grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,4%, ou 365 mil pessoas a menos).

Aumento no rendimento médio mensal real

A análise do rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal mostrou aumento na categoria de construção (2,9%, ou R$ 68 a mais) em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2024.

Indústria
Em relação ao primeiro trimestre de 2023, o setor da indústria gerou um aumento de 6,7% no rendimento | Foto: Pixabay

Em comparação ao mesmo trimestre de 2023, houve aumento nas seguintes categorias:

  • indústria (6,7%, ou R$ 196 a mais);
  • comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,7%, ou R$ 120 a mais);
  • transporte, armazenagem e correio (5,8%, ou R$ 163 a mais);
  • administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,4%, ou R$ 229 a mais); e
  • outros serviços (8,2%, ou R$ 193 a mais). Não houve variação significativa nos demais grupamentos.

Todas as posições de ocupação mostraram estabilidade no rendimento médio mensal real em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2024. Comparando ao trimestre de maio a julho de 2023, houve aumentos nestas categorias:

  • empregado com carteira assinada (3,5%, ou R$ 100 a mais);
  • empregado sem carteira assinada (6,9%, ou R$ 142 a mais);
  • empregado no setor público, inclusive servidor estatutário e militar (4,1%, ou R$ 192 a mais); e
  • conta-própria (6,9%, ou R$ 168 a mais).

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5 comentários
  1. Luciano Costa
    Luciano Costa

    NOTICIA MAS QUE TENDENCIOSA AJA VISTA QUE OS EDITORES DESTA REVISTA DEVERIAM ANALISAR MELHOR ESSAS NOTICIAS ANTES DE PUBLICAREM NO SEU EDITORIAL..
    AH REALIDADE EM QUE VIVEMOS É OUTRA…
    ESSE DESGOVERNO VIVE NO PAIS DO ALIBABA E OS 4OO LADROES SÓ PODE SER ISSO…

  2. nelson jorge leite
    nelson jorge leite

    Quem acredita nessas estatísticas? elas não “batem” com o que vemos sobre empresas fechadas, preços altíssimos de gasolina, óleo diesel, alimentos, planos de saúde, escolas, transporte escolar……… e os números do BC também não nos parece estar em linha com o país maravilhoso , de acordo com as estatísticas do IBGE.

  3. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Essa queda vem ocorrendo desde o final da pandemia, o governo até o momento só falou asneiras e, nada fez para a melhora do país, portanto a situação atual, ainda se deve a herança maldita recebida do governo anterior, isso sem contar com a duvidosa atuação do atual comandante do IBGE, Marcos Pochmann.

  4. paulo pantoja meireles
    paulo pantoja meireles

    Fica à critério de vcs acreditarem nesses números kkkkkkk

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