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Economia

Unilever vai parar de fabricar sorvetes

Gigante focará os quatro ramos com maior faturamento

A Ben & Jerry's é uma das marcas da Unilever | Foto: Reprodução/Ben & Jerry's

Com matriz em Londres, a Unilever pretende desmembrar a divisão de sorvete. O grupo anunciou a decisão nesta terça-feira, 19.

Gigante mundial no ramo de bens e consumo, a Unilever possui marcas icônicas na linha de sorvetes, como Magnum e Ben & Jerry’s. De acordo com a companhia, esse ramo emprega 7 mil trabalhadores e gerou quase € 8 bilhões em 2023 — por volta de R$ 50 bilhões.

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Caixa da Unilever e o ramo de sorvetes

Apesar do valor bilionário, esse segmento teve o menor faturamento da companhia. Trata-se da única das cinco linhas de atividade com receita inferior a € 12 bilhões em 2023. Na outra ponta, a área de cuidados pessoais liderou a arrecadação, com quase € 14 bilhões,

A Dove é uma das marcas da linha de cuidados pessoais da Unilever | Foto: Reprodução

Por meio da separação, o gigante pretende se tornar “uma empresa mais simples e focada, operando quatro grupos de negócios em beleza e bem-estar, cuidados pessoais, cuidados domésticos e nutrição”. A medida faz parte de um plano para ganhos de produtividade.

“A separação criará um negócio líder mundial, operando numa categoria altamente atrativa, com marcas que juntas geraram um volume de negócios de € 7,9 bilhões em 2023”, afirma a empresa. Segundo a Unilever, essa estrutura é dona de cinco das dez marcas de sorvetes mais vendidas em nível mundial, incluindo Wall’s, Magnum e Ben & Jerry’s, com exposição nos segmentos doméstico e fora de casa, com presença global”.

Previsão de impacto dos ganhos de produtividade

Pelas estimativas da Unilever, o plano para o aumento da produtividade levará a companhia a economizar € 800 milhões em três anos. Hein Schumacher, CEO do grupo, disse que as medidas levarão a empresa a fazer melhores produtos e com maior impacto.

“As mudanças que anunciamos hoje vão nos ajudar a acelerar esse plano, concentrando o nosso negócio e os nossos recursos em marcas globais ou escaláveis, em que possamos aplicar as nossas capacidades líderes de inovação, tecnologia e entrada no mercado por meio de modelos operacionais complementares.”, afirmou o CEO da Unilever.

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