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Editorial do Estadão critica decisão de Moraes e vê 'intimidação' a Bolsonaro

Jornal afirma que ministro do STF agiu de forma 'vaga e confusa' e alerta para risco de censura e insegurança jurídica

Além de ordenar a censura, Moraes mandou a Rumble entregar todos os dados relacionados à conta da pessoa, cujo nome não foi revelado | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Para o jornal, medidas cautelares de Moraes contra Bolsonaro tiveram motivação política | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O editorial do jornal O Estado de S. Paulo deste sábado, 26, critica duramente a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão relacionada às restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro no uso de redes sociais. Segundo o veículo, a medida soou “mais como ato de intimidação do que como legítima manifestação da autoridade do STF”.

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De acordo com o texto, Moraes tinha o dever de ser claro ao impor as medidas cautelares, principalmente em relação à comunicação do ex-presidente. “No Estado de Direito, ao réu é dado saber precisamente o teor das acusações que pesam contra si e, ademais, como deve se comportar”, afirma o editorial. “Mas Moraes foi vago e confuso.”

O jornal menciona que isso levou Bolsonaro a participar de um ato político no Congresso, no qual foi filmado com tornozeleira eletrônica. Essas imagens depois circularam nas redes sociais. Depois do episódio, Moraes intimou os advogados de Bolsonaro a prestar esclarecimentos e o ameaçou com prisão preventiva.

Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados - 21/7/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados – 21/7/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Na avaliação do Estadão, a resposta de Moraes “conseguiu a proeza de soar ainda mais atabalhoada e, desse modo, aumentar a insegurança jurídica”. O jornal afirma que a nova manifestação do ministro é “uma aberração na forma e no conteúdo”.

Estadão alerta para riscos à liberdade de expressão

Depois da ameaça, Moraes descartou a prisão preventiva. Para o jornal, essa decisão é um possível cálculo político. O ministro afirmou que “em momento algum” proibiu Bolsonaro de conceder entrevistas ou participar de eventos públicos, desde que respeitado o horário de recolhimento.

No entanto, o jornal critica o trecho em que Moraes adverte que não admitirá a “instrumentalização de entrevistas ou discursos públicos como ‘material pré-fabricado’ para posterior postagem nas redes sociais de terceiros previamente coordenados”. Para o Estadão, “o que isso significa, só o próprio ministro é capaz de dizer”.

Leia artigo “Mais em vez de mas é demais”, de Augusto Nunes, da Edição 279 da Revista Oeste

O texto sustenta que essa ambiguidade pode gerar censura prévia. “A fórmula mágica que Moraes encontrou”, diz o editorial, é permitir formalmente que Bolsonaro se expresse, mas, na prática, impedir a divulgação do que diz por meio de uma decisão obscura.

O editorial conclui que o STF deveria agir com mais clareza e contenção diante da gravidade das acusações contra o ex-presidente. “O papel de um ministro do STF, deveria ser ocioso dizer, é o de zelar pela Constituição, protegendo direitos e garantias fundamentais dos cidadãos e servindo de baliza para a estabilidade institucional do País.”

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6 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Aqueles que jogavam rosas neste governo e no STF, agora querem jogar pedras. Oportunismo ou hipocrisia?

  2. Paulo Pereira
    Paulo Pereira

    Este cidadão está doente. Sugiro que seja afastado, via impeachment, para tratar da saúde.

  3. JOAO FRANCISCO DA FONTE ABREU
    JOAO FRANCISCO DA FONTE ABREU

    O app está com problema, não aparece a totalidade do texto para ler.

  4. Giovani Nunes Bergamo
    Giovani Nunes Bergamo

    O app está com problema, não consigo ler toda a matéria.

  5. Lucia campos
    Lucia campos

    Isso mesmo ! O estadāo só publica o que já é sabido , publico e notório ! Por que tanto destaque ? Um jornal q não luta pela democracia ?

  6. ELIAS
    ELIAS

    As determinações do ministro AM estão mais para um delegado do antigo DOPS do que para um magistrado (?) num regime que diz defender a democracia. Tardiamente, veículos da velha mídia parecem acordar para a realidade do regime de censura e perseguição que se vive hoje no país.

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