O documentário The Fake Judge: The Story of a Nation in the Hands of a Psychopath (em português, O Falso Juiz: A História de uma Nação nas Mãos de um Psicopata) deve estrear neste mês, mas o dia ainda é incerto.
O lançamento do filme, inicialmente agendado para maio, precisou ser adiado. Segundo o diretor e jornalista português Sérgio Tavares, a mudança ocorreu para incorporar ao documentário novas informações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Enquanto o longa-metragem não chega ao público, o trailer já pode ser visto no site da produtora responsável, Media Truth Studios. A prévia traz acusações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontado por Tavares como peça central de uma ameaça à democracia brasileira.
Conforme o diretor, a produção reuniu depoimentos em dez países, com dezenas de entrevistados. A obra deve ter cerca de 90 minutos.
O documentário sobre Alexandre de Moraes

O jornalista português afirma que pretende despertar um olhar crítico do mundo sobre o país. Ele também busca mobilizar organizações internacionais diante do que classifica como “prisões arbitrárias, tortura, crimes e violações da liberdade de expressão” praticados com o aval do ministro do STF.
“Quero que o mundo comente nos cafés, nas conversas entre amigos, que o Brasil tem uma ditadura à frente da sua gestão”, diz Tavares. “E que tem um Poder Judiciário que engoliu o Legislativo.”
O documentário será dividido em quatro partes. Vai tratar da morte do ex-ministro do STF Teori Zavascki, da nomeação de Alexandre de Moraes para a Corte, da confiabilidade das urnas eletrônicas nas eleições de 2022 e dos relatos de familiares de presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
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O filme também reúne depoimentos de nomes como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o jornalista Allan dos Santos, o influenciador Monark, o jornalista Oswaldo Eustáquio e advogados do ex-deputado Daniel Silveira, além da cabeleireira Débora Rodrigues e de pessoas ligadas aos eventos de 8 de janeiro.
O custo da obra
O projeto é uma produção independente da Media Truth Studios, de Sérgio Tavares, com um orçamento de € 50 mil (cerca de R$ 300 mil, na cotação atual). De acordo com o jornalista, os custos se deram principalmente por passagens aéreas e hospedagem.
O financiamento vem de 12 patrocinadores das redes sociais de Tavares, que somam mais de 1 milhão de seguidores, além das contribuições de apoiadores. A exibição ocorrerá em seu canal do YouTube.
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Tavares não espera represálias do STF, mas, se ocorrerem, planeja buscar apoio de autoridades portuguesas e dos participantes do filme. O jornalista não entrou em contato com a Corte, pois, segundo ele, recebeu tratamento de criminoso e precisa de distanciamento por segurança.






































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