A imprensa internacional repercutiu a reversão do Congresso Nacional ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proposta que reduz as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O texto também que favorece o ex-presidente Jair Bolsonaro. Veículos estrangeiros ressaltaram que esta medida representa a segunda derrota seguida do governo em menos de 24 horas.
+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste
Receba nossas atualizações
O jornal britânico The Guardian afirmou que a aprovação ocorreu em um Legislativo de perfil majoritariamente conservador. Segundo a publicação, tais reveses vêm sendo vistos no país como evidência de que Lula, cuja popularidade está praticamente empatada com a de Bolsonaro nas pesquisas, terá dificuldades na próxima disputa eleitoral.
Lula x Bolsonaro: repercussão na imprensa internacional

O argentino La Nación explicou que o “Congresso expõe fragilidade de Lula ao rejeitar seu indicado à Corte e reduzir pena de Bolsonaro”. Segundo o jornal, “a oposição, liderada por figuras do movimento de Bolsonaro, interpreta esses resultados como prova de que o governo carece de governabilidade e respeito do Congresso Nacional”.
O norte-americano The Washington Post noticiou: “Congresso do Brasil reduz pena de prisão de 27 anos de Jair Bolsonaro, em derrota de Lula”. A reportagem mostra que a decisão do Congresso, que anulou o veto presidencial, deve ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o texto, o novo cenário pode “virar de cabeça para baixo” as eleições de outubro.
Leia também: “Eleição sob suspeita”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 319 da Revista Oeste
Já o espanhol El País observou que a combinação dessas derrotas reflete o agravamento das já frágeis relações entre Lula e o Congresso. Conforme o veículo, a ampla maioria obtida na votação que derrubou o veto reforça o quadro de vulnerabilidade do governo diante do Legislativo de maioria conservadora, com as eleições se aproximando.






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.