Alemanha inicia ofensiva contra partido de direita

Maior legenda de oposição do país entrou na mira de agência de inteligência
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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel | Divulgação/Governo da Rússia

O partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) entrou na mira da agência de inteligência do país. É a primeira vez que o governo federal decide vigiar a oposição. Em vigor desde a quarta-feira 3, a medida dá autoridade ao órgão investigador para monitorar ligações telefônicas e os movimentos de integrantes da legenda. O AfD está em ascensão. Na eleição legislativa de 2017, conquistou 13% dos votos, enquanto a chanceler Angela Merkel perdeu poder no parlamento. Entre as principais bandeiras do AfD estão o controle de imigração, apoio às políticas promovidas pelo ex-presidente Donald Trump, o fim do lockdown e a reabertura da economia. No ano passado, o partido capitaneou um protesto contra as medidas de isolamento.

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Chamada Ação Federal para a Proteção da Constituição, o órgão investigador garante que luta contra o extremismo na Alemanha e a ascensão da extrema direita. “Sabemos pela história alemã que o extremismo de extrema direita não apenas destruiu vidas humanas, destruiu a democracia. O extremismo e o terrorismo de direita são o maior perigo para a democracia na Alemanha”, informou a agência, em comunicado, ao obter poderes para avançar contra o AfD.

Leia também: “Alemanha: uma nação-modelo para antidemocratas”, artigo publicado na Edição 41 da Revista Oeste

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