A Assembleia de Especialistas do Irã praticamente alcançou um consenso majoritário para definir o sucessor do falecido Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo o membro do colegiado Mohammadmehdi Mirbaqeri, os clérigos de alto escalão já superaram as principais etapas da escolha, embora restem “alguns obstáculos” processuais para a formalização do anúncio. Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder e figura influente nos bastidores do regime há anos, surge como o nome mais forte para assumir o posto máximo da teocracia iraniana.
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O órgão composto por 88 autoridades islâmicas enfrentou divergências internas sobre o rito de oficialização da escolha. Parte dos clérigos defende a realização de uma reunião presencial solene, enquanto outros sugerem a emissão direta do comunicado para acelerar a transição de poder. Ahmad Alamolhoda, outro integrante da Assembleia, afirmou à agência semioficial Mehr que a eleição já ocorreu e o novo líder está escolhido. A divulgação pública do nome depende agora de Hosseini Bushehri, chefe do Secretariado da Assembleia, responsável por gerir a comunicação oficial do regime.
Israel mantém ameaça de perseguição total
A movimentação em Teerã provocou uma reação imediata e agressiva das Forças de Defesa de Israel. Em publicação oficial, os militares israelenses garantiram que continuarão perseguindo todos os sucessores de Ali Khamenei, independentemente de quem ocupe o cargo. O alerta estende-se inclusive aos membros da Assembleia de Especialistas, sinalizando que qualquer autoridade envolvida na indicação do novo líder supremo tornar-se-á alvo legítimo das operações de inteligência e ataque.
A morte de Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro durante ações conjuntas entre Estados Unidos e Israel, mergulhou o Irã em uma crise sucessória sem precedentes. A Assembleia de Especialistas, cujos membros são eleitos por voto popular, tenta agora garantir a continuidade do regime sob a sombra das ameaças externas e da pressão militar. A escolha de Mojtaba Khamenei representaria a manutenção da linhagem direta do aiatolá, mas também colocaria o filho do ex-líder na mira direta da coalizão ocidental que busca desmantelar a estrutura de comando do eixo iraniano.
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Ué! Então aquele bombardeio na sede dos aiatolás não serviu ora nada, não?!