O setor aéreo mundial vive seus piores dias, com milhares de voos cancelados, reclamações de bagagem perdida 30% acima do usual e pistas de aeroportos derretendo por causa do calor. Na Europa, a escassez de funcionários torna a situação ainda mais caótica.
Enquanto muitos acreditam que os culpados pelos transtornos são a procura descomedida por viagens e o despreparo de aeroportos e companhias aéreas para lidar com o excesso de passageiros, o executivo-chefe da Qatar Airways, Akbar Al Baker, aponta o dedo em outra direção e responsabiliza o trabalho remoto pela bagunça colossal que se instaurou.
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“Na verdade, essa é uma epidemia em nossa indústria”, afirmou o CEO à Reuters em entrevista realizada durante o Farnborough International Airshow, que aconteceu no Reino Unido nesta semana. “Tudo isso aconteceu porque as pessoas aprenderam a ganhar dinheiro fácil trabalhando em suas casas, e menos pessoas agora querem vir até aqui e fazer os trabalhos que faziam antes.”
A demanda por viagens voltou a crescer este ano com o fim da maioria das restrições sanitárias relativas à pandemia. Mas aeroportos e companhias aéreas não estão conseguindo dar conta de transportar tanta gente. O aeroporto de Heathrow, em Londres, o maior do Reino Unido e o mais movimentado da Europa, disse o que se experimenta hoje equivale a “40 anos de crescimento de passageiros em apenas quatro meses”.
Os representantes dos profissionais que atuam no transporte aéreo discordam e atribuem o problema às demissões em massa ocorridas no setor nos últimos dois anos.






































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