Com medo de represália, atleta da Bielorrússia se recusa a voltar ao país

Krystsina Tsimanouskaya reclamou de treinadores e recebeu ordens para voltar; ela pode pedir asilo na Alemanha ou na Áustria
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Krystsina Tsimanouskaya teme por sua segurança e a de sua família; Bielorrússia é governada por ditador há 27 anos
Krystsina Tsimanouskaya teme por sua segurança e a de sua família; Bielorrússia é governada por ditador há 27 anos | Foto: Divulgação

A velocista Krystsina Tsimanouskaya, da Bielorrússia, que disputaria os Jogos Olímpicos de Tóquio na prova dos 200 metros rasos, se recusou a embarcar de volta ao seu país por medo de sofrer represálias. A jovem de 24 anos procurou proteção policial no aeroporto internacional da capital japonesa e afirmou que não retornaria por temer por sua segurança.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Tsimanouskaya criticou os treinadores da equipe e revelou sua insatisfação por ter sido inscrita na prova de revezamento 4 x 400m. Ela foi incluída na disputa em substituição a outras integrantes do time de atletismo do país que não puderam competir.

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Tsimanouskaya relatou que funcionários da equipe bielorrussa foram ao seu quarto no alojamento da Vila Olímpica e lhe obrigaram a fazer as malas e voltar ao país. Segundo ela, o motivo do afastamento teria sido o fato dela ter “falado no Instagram sobre a negligência dos treinadores”.

Em outro vídeo, este publicado no Telegram da Fundação de Solidariedade Esportiva de Belarus, Tsimanouskaya pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que se envolvesse no caso. Segundo informações de bastidores, a atleta planeja pedir asilo na Alemanha ou na Áustria.

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A Bielorrúsia é governada desde 1994 pelo ditador Alexander Lukashenko, reeleito no ano passado em um pleito que não é reconhecido como legítimo pela comunidade internacional. Vários atletas do país, que protestaram contra o regime, foram perseguidos, assim como centenas de milhares de pessoas que tomaram as ruas para questionar o resultado eleitoral.

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