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Como a ciência mede as ondas do mar; entenda

Pesquisadores usam bóias, satélites e imagens para registrar a altura das também conhecidas como vagalhões; maré precisa ser duas vezes maior que a média local para ser considerada descomunal

Onda em Nazaré, Portugal: ondas gigantes têm mais de 6 metros ou o dobro da altura da maré no entorno | Foto: Reprodução/Twitter/X
Onda em Nazaré, Portugal: ondas gigantes têm mais de 6 metros ou o dobro da altura da maré no entorno | Foto: Reprodução/Twitter/X

Medir as ondas do mar vai muito além da observação visual. Cientistas empregam principalmente tecnologia de ponta para entender o comportamento do oceano e registrar sobretudo o tamanho das ondulações com precisão. O objetivo vai da previsão meteorológica à segurança da navegação, passando também pela validação de recordes no surfe.

As principais ferramentas de medição incluem boias flutuantes, satélites e sensores instalados em plataformas marítimas. Em locais de ondas muito altas, como Nazaré, em Portugal, os cientistas recorrem, do mesmo modo, a imagens e vídeos analisados com técnicas de fotogrametria para calcular a altura das marés.

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Equipamentos medem altura, período e direção das ondas

Bóias oceanográficas posicionadas em alto-mar coletam dados em tempo real sobre altura, período e direção. Assim, esses equipamentos transmitem as informações via satélite para centros de monitoramento em terra, permitindo análises contínuas. Foi uma dessas bóias que detectou, por exemplo, uma onda de 17,6 metros de altura no Canadá, em 2020.

O fenômeno é considerado atualmente uma das ondas mais extremas desde que esse tipo de análise é feita no mundo. Já os satélites usam altímetros para medir a distância entre a superfície do mar e o equipamento orbital. A vantagem é cobrir grandes áreas oceânicas de forma constante, algo essencial para detectar fenômenos como os “vagalhões”, que surgem de forma repentina.

Em locais extremos, como Nazaré, onde as ondas quebram próximas da costa, as imagens tornam-se uma ferramenta indispensável. Pesquisadores comparam o tamanho do surfista ou de jet skis com a altura da ‘parede de água salgada’, obtendo estimativas confiáveis mesmo em condições perigosas.

Essa metodologia permitiu, por exemplo, o registro oficial da maior onda já surfada no mundo, em 2020, pelo alemão Sebastian Steudtner. A imagem analisada pelo Guinness World Records mostrou que ele desceu uma paredão com 26,21 metros de altura.

O que define as ondas gigantes

Ondas gigantes — também chamadas de “rogue waves” ou “vagalhões” — são definidas por sua altura anormal em relação ao ambiente ao redor. A comunidade científica considera uma onda gigante aquela que atinge pelo menos o dobro da altura significativa das ondulações próximas.

Esses fenômenos podem ocorrer mesmo em mares aparentemente calmos. Fatores como ventos intensos, correntes oceânicas e a convergência de ondas de diferentes direções contribuem para formar essas marés colossais e muitas vezes imprevisíveis.

A classificação dos estudiosos; confira

As ondas do mar são classificadas principalmente pela altura, mas também podem ser analisadas pelo período, comprimento e energia. O volume ou a extensão (no sentido de largura da crista) não são critérios formais de classificação. A altura da onda é o critério mais comum. Mede a distância vertical entre o topo da crista e o fundo do vale da onda. A classificação segue esta lógica, conforme a oceanografia:

  • Ondas pequenas: até 1 metro
  • Ondas moderadas: 1 a 2,5 metros
  • Ondas grandes: 2,5 a 4 metros
  • Ondas muito grandes: acima de 4 metros
  • Ondas gigantes: geralmente, acima de 6 metros ou o dobro da altura significativa da região (em contextos específicos, como o surfe ou alertas marítimos)

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1 comentário
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Legal!
    Ótimo esclarecimento complementar à matéria da Onda Extrema do Canadá!
    🇨🇦

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