publicidade
Mundo

Conflito no Leste Europeu faz Otan modernizar armamentos

Integrantes da aliança aumentam seu arsenal bélico e transferem equipamentos para os países alvos da Rússia

Otan
Foto: Divulgação/Pressenza Internacional Press Agency

A invasão da Ucrânia pela Rússia está impulsionando uma modernização do armamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Essa medida permite à aliança fazer uma limpeza militar de seu próprio arsenal bélico, que seria inimaginável meses atrás. Assim, seus integrantes conseguirão substituir armas obsoletas por artefatos mais novos e eficientes.

“Uma consequência da guerra na Ucrânia é que estamos acelerando a transição da era soviética para novos e modernos equipamentos”, disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, em entrevista coletiva.

Receba nossas atualizações

A mudança é um dos muitos resultados do conflito no Leste Europeu, como mostra reportagem publicada nesta quarta-feira, 29, no The Wall Street Journal. O possível ingresso da Finlândia e da Suécia na Otan também é uma das razões para essa modernização militar, visto que o Kremlin não pretende aceitar a expansão territorial da aliança ocidental.

Na prática, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reforçou os laços atlânticos e levou a União Europeia (UE) a financiar, pela primeira vez, as compras de armas para uso em guerra. O ex-agente da KGB também estimulou as potências ocidentais a aplicarem sanções sem precedentes aos russos.

Os 30 Estados membros da Otan usam equipamentos de diversos produtores, em projetos que, muitas vezes, levam décadas para atingir o nível de sofisticação desejado. Como explica Stoltenberg, uma das principais tarefas da aliança militar é garantir que suas forças operem juntas.

Relacionadas

Para conseguir fazer isso, os integrantes buscam padronizar o máximo possível os parâmetros básicos das armas, como o calibre das balas e o dos projéteis de artilharia. O objetivo dessa medida é fazer com que os artefatos possam ser compartilhados pelos aliados. Os equipamentos usados pelos 14 membros da Otan que já estiveram na órbita de Moscou, todavia, complicaram esses esforços. Isso porque foram construídos com parâmetros diferentes.

“Os países da Europa Central que já foram dominados por Moscou estão ansiosos para armar a Ucrânia, porque veem uma oportunidade histórica de enfraquecer seu antigo soberano”, escreveram Daniel Michaels e Drew Hinshaw. “A Polônia enviou 240 tanques de estilo soviético, cem canhões howitzers, centenas de lançadores de foguetes, dezenas de veículos de combate de infantaria e outros equipamentos.”

Mas o suporte militar transcende Varsóvia. Nos primeiros dias da guerra, a República Tcheca estabeleceu uma linha direta com o Ministério da Defesa da Ucrânia e ofereceu cerca de US$ 500 milhões em equipamentos soviéticos antigos, que vão desde munição básica até sistemas mais pesados.

Para substituir rapidamente os equipamentos que estão sendo enviados, Praga e outras capitais da região querem que seus aliados emprestem, deem ou vendam equipamentos ocidentais modernos.

A padronização do arsenal bélico não significa apenas disparar as mesmas balas. Pelo contrário. Operar equipamentos similares agiliza a logística de fornecimento e manutenção, porque requer menor variedade de peças de reposição ou instalações de reparo. Isso faz diferença tanto no campo de batalha quanto nos orçamentos militares.

Leia mais: “Ordem mundial é o objetivo da guerra informacional na Ucrânia”, reportagem de Luis Kawaguti publicada em Oeste

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    ENTENDERAM AGORA ???!
    Porque roubaram fraudaram as eleições dos EUA??!!
    Essa bola já havia sido “cantanda” há 2 anos atrás…
    ODIAVAM TRUMP por não querer gastar mais dinheiro com armas.
    Nos 4 anos de Trump não houve nenhum conflito..o oriente médio sumiu dos noticiários.

  2. João Mário
    João Mário

    O negócio é desovar equipamentos e munições vencidas.
    Europa com falta de combustíveis, alimentos e gastando com armas. Inflação na certa, ocorrerá fome, muitas manifestações e troca de governos esquerdistas em breve.

  3. Giuseppe
    Giuseppe

    O Sr. deve ser o unico jornalista(??) que não sabe que ¨ obsoleto ¨ não e´o armamento da Otan .
    Obsoleta e´a Otan!
    O Sr. continua fazendo questão de evidenciar que o Presidente Putin e´ ¨ Ex KGB ¨.
    Angela Merkel era ¨ Ex Stasi ¨ ( braço da KGB !) e ninguem fez questão de evidencia-lo !

    1. Edilson Salgueiro

      Olá, Giuseppe.

      1) Dizer que o armamento da Otan é obsoleto, em comparação com novos armamentos, é fato. Dizer que a Otan é obsoleta, por sua vez, é opinião. Eu não sou pago para dar opinião.

      2) Putin é ex-agente da KGB, isso é fato. Eu não disse que Merkel é “ex-Stasi” porque ela não foi sequer mencionada no texto.

      Abraço.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade