Convocados pela ditadura cubana, militantes vão às ruas para defender a ‘revolução’

Ato oficial teve bandeiras e cartazes com a imagem de Fidel Castro e ataques aos Estados Unidos
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Militantes comunistas se manifestaram em defesa do regime em Cuba; atos foram convocados pela ditadura
Militantes comunistas se manifestaram em defesa do regime em Cuba; atos foram convocados pela ditadura | Foto: Joaquín Hernández/Xinhua

Acuada diante das grandes manifestações que tomaram as ruas de Cuba na semana passada, a ditadura hoje comandada por Miguel Díaz-Canel, chefe do Partido Comunista, convocou os militantes para darem uma resposta em defesa da “revolução”. Cumprindo ordens dos detentores do poder, os comunistas se manifestaram neste fim de semana em apoio ao regime.

Os maiores atos foram registrados em Havana e tiveram como mote o repúdio ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos e ataques ao “imperalismo ianque” — que, segundo os dirigentes do Partido Comunista, está por trás das manifestações por democracia.

Leia também: “A anunciação da primavera cubana”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 69 da Revista Oeste

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O protesto “oficial” contou com várias bandeiras e cartazes com a imagem do ditador Fidel Castro (1926-2016). Seu irmão, Raúl, de 90 anos, que comandou o país entre 2008 e 2018, compareceu aos atos com seu tradicional uniforme militar.

“O inimigo de Cuba se lançou mais uma vez para destruir a sagrada unidade e tranquilidade dos cidadãos. Convocamos vocês para denunciar mais uma vez o embargo, a agressão e o terror”, afirmou Díaz-Canel, que acompanhou de perto as manifestações da militância. “Nenhuma mentira foi levantada por acaso ou por engano. Tudo é friamente calculado em um manual de guerra não convencional”, prosseguiu o ditador, referindo-se ao que chamou de “ódio transbordante” contra Cuba nas redes sociais.

Leia também: “Os cúmplices de Castro”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 69 da Revista Oeste

Embora a ditadura cubana não divulgue os números, a estimativa de organizações de defesa dos direitos humanos apontam que pelo menos 450 pessoas foram presas nos protestos da semana passada contra o regime. Segundo a ditadura, os detidos foram flagrados incentivando “distúrbios contra a pátria” e praticando “atos de vandalismo e terrorismo”.

Assista: “Policiais a serviço da ditadura cubana espancam cidadãos desarmados”

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5 comentários

  1. Acorda FHC e seu PSDB e lembre o que escreveu em seus “diários da presidência”. Apoiar LULA com tua diplomacia é desejar isso ai para o nosso pais. Mantenha a postura e a dignidade se algum dia a teve. Fui tucano desde Montoro e Covas até 2019, e sempre me iludi com tua “diplomacia” aparentemente honesta.

  2. Todos pró comunismo? DU-VI-DO.
    Rolou festival de mortadela pra levar o povo às ruas e, de quebra, matar a fome da população faminta. Pela fome, qualquer um vira militante por algumas horas.

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