Covid-19: uso emergencial da proxalutamida é liberado no Paraguai

Inicialmente, medicação foi desenvolvida para o tratamento de câncer de próstata
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Foto: Reprodução/Unsplash
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O Ministério de Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai concedeu autorização para uso emergencial da proxalutamida no combate à covid-19 em pacientes hospitalizados. A informação foi divulgada na sexta-feira 16 pela Suzhou Kintor Pharmaceuticals — a empresa chinesa responsável pelo desenvolvimento do medicamento. A proxalutamida ainda não é comercializada e, inicialmente, foi desenvolvida para o tratamento de câncer de próstata.

Leia também: “Bolsonaro defende nova medicação para tratamento precoce contra covid-19”

A proxalutamida no Brasil

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Nesta segunda-feira, 19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um estudo para avaliar o efeito da proxalutamida na redução da carga viral do coronavírus em pacientes com covid-19 leve a moderada. O levantamento de dados será feito por meio de um estudo duplo-cego randomizado (dois grupos são separados de forma aleatória, um usa placebo e o outro recebe a medicação. Tanto o pesquisador quanto o paciente não sabem a qual grupo cada indivíduo pertence).

A pesquisa será realizada na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México, Estados Unidos e Brasil, onde participarão 12 voluntários do Estado de Roraima e outros 38 de São Paulo. 

Segundo a Anvisa, o medicamento não é usado para nenhum outro tratamento no Brasil. Por enquanto, só existe estudo.

Conforme Oeste noticiou, em março foi realizado um ensaio clínico com o uso da proxalutamida em pacientes com a covid-19 no Amazonas.

Realizado sob liderança do médico, mestre e doutor em Endocrinologia Clínica pela Unifesp/EPM Flavio Cadegiani, o ensaio clínico envolveu 590 voluntários — dos quais 294 foram tratados com o medicamento, e o restante com placebo. Os pacientes que receberam o remédio tinham idade média de 53 anos e estavam com a saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente. As mortes chegaram a 3,7% no grupo medicado, enquanto atingiram 47,6% dos que receberam o placebo.

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