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Depois da Argentina, Equador barra entrada de aliados de Maduro

Presidente Daniel Noboa celebrou a prisão do ditador e apelou para que a população venezuelana ‘recupere o país’ tomado pelo chavismo

Equador Daniel Noboa
Daniel Noboa, presidente da República do Equador | Foto: Jonathan Miranda/Presidência da República do Equador

Depois da Argentina, o governo do Equador também proibiu a entrada de cidadãos venezuelanos ligados ao regime de Nicolás Maduro. O Ministério das Relações Exteriores e da Mobilidade Humana anunciou a medida no sábado 3, depois da prisão do ditador e sua transferência para os Estados Unidos.

A ordem partiu do Ministério do Interior, responsável pelo controle migratório, e contou com o apoio de outras instituições do país. As restrições atingem integrantes do alto escalão chavista, incluindo militares, agentes de segurança, empresários e funcionários ligados ao regime.

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A decisão busca proteger a segurança nacional. O comunicado também destacou que o Equador não permitirá o uso indevido de mecanismos de asilo e refúgio. O governo do presidente Daniel Noboa reafirma o compromisso com as normas nacionais e internacionais que regem esse tipo de proteção.

Instantes depois da captura de Maduro, Noboa manifestou apoio direto à oposição venezuelana. Em postagem no X, ele afirmou que “todos os narcotraficantes chavistas enfrentarão o seu dia de acerto de contas”. E concluiu: “Toda a sua rede acabará por ruir em todo o continente”.

O presidente ainda fez um apelo à população da Venezuela. Disse que “é hora de recuperar o país” e garantiu que “eles têm um aliado no Equador”.

Edmundo González se apresenta como presidente da Venezuela

Neste domingo, 4, Edmundo González divulgou um vídeo em que se apresentou como presidente legítimo da Venezuela. Na gravação, ele convocou as Forças Armadas a reconhecer o “mandato soberano” resultante das últimas eleições.

O oposicionista afirmou que os acontecimentos recentes representam um ponto de inflexão na história do país. Segundo ele, o cenário atual marca um avanço relevante, embora ainda insuficiente para a normalização institucional.

+ Leia também: “Delcy Rodríguez muda o tom e propõe cooperação com os EUA”

“A normalização real do país só será possível quando se liberte a todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas, verdadeiros reféns de um sistema de perseguição, e se respeite sem ambiguidades a vontade majoritária expressa pelo povo venezuelano”, disse.

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