Deputados chilenos votam pedido de impeachment de Piñera

Presidente é acusado de conflito de interesse e de usar o cargo para fins pessoais depois de venda de mineradora para amigo
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Sebastián Piñera, presidente do Chile, é alvo de pedido de <i>impeachment</i>
Sebastián Piñera, presidente do Chile, é alvo de pedido de impeachment | Foto: Divulgação

Está marcada para esta segunda-feira, 8, a votação de um pedido de impeachment do presidente do Chile, Sebastián Piñera, pivô de uma crise política que abalou o país nos últimos meses e pode encurtar seu mandato.

Para ser aprovado pela Câmara dos Deputados, o impeachment precisa contar com o apoio da maioria simples dos parlamentares. Já no Senado, são necessários dois terços dos votos. Caso o Congresso chileno aprove o afastamento do presidente, Piñera será retirado do cargo e não poderá disputar eleições por cinco anos.

O pedido de impeachment foi apresentado pela oposição em outubro. Na sexta-feira 5, os cinco deputados que compõem uma comissão revisora votaram pela rejeição da acusação contra Piñera.

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O presidente do Chile também se tornou alvo de uma investigação instaurada pelo Ministério Público por supostas irregularidades na venda de uma mineradora. A operação foi revelada pelos chamados “Pandora Papers”.

O caso veio à tona a partir do vazamento de documentos de diversas autoridades por um grupo chamado Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (CIJI). A mineradora teria sido negociada por uma empresa ligada à família de Piñera. Segundo a oposição, o presidente utilizou o cargo para fins pessoais.

De acordo com os documentos divulgados nos “Pandora Papers”, a mineradora Dominga foi vendida ao empresário Carlos Alberto Délano por US$ 152 milhões, em um negócio realizado nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. O empresário é um amigo próximo de Piñera.

A negociação aconteceu em 2010, durante o primeiro mandato de Piñera como presidente do Chile. Ele nega qualquer conflito de interesse.

A maioria da Câmara é formada por deputados da oposição. Este é o segundo pedido de impeachment apresentado contra o presidente do Chile no atual mandato. Em 2019, ele foi absolvido.

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2 comentários Ver comentários

  1. Acho que tem que ter impeachment mesmo. Presidentes covardes é de direita, que dizem uma coisa e fazem outra, merecem. Quem abaixa demais, sempre mostra a bunda. É
    preferível os comunistas ladroes no poder, pelo menos eles mostram que são bandidos e atuam como bandidos. Eles tem palavra e não são covardes.

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