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Desaparecimento de bilionário na China levanta suspeitas sobre liberdade empresarial do país

O que tem intrigado a comunidade internacional é o fato de Bao Fan ter, quatro anos depois de sumir, renunciado ao seu cargo

Bao Fan bilionário chinês
Bao Fan está desaparecido desde fevereiro de 202 Foto: Divulgação/Renaissance

O desaparecimento do banqueiro bilionário chinês, Bao Fan, se tornou um caso enigmático na China. Mesmo sumido desde fevereiro de 2020, Bao recentemente renunciou ao seu cargo na China Renaissance Holdings Ltda, conforme informou o site O Antagonista. Tal situação tem intrigado a comunidade empresarial, não só em relação a Bao, como no que diz respeito à liberdade empresarial no país.

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De local desconhecido, o banqueiro alegou que a decisão da renúncia foi tomada “por motivos de saúde e para passar mais tempo com seus assuntos familiares”, segundo comunicado da empresa.

Até o desaparecimento, Bao Fan era uma figura de grande destaque na indústria financeira chinesa. O China Renaissance é um dos principais bancos de investimentos locais. Como clientes, ele tinha, entre outros, gigantes da Internet como Tencent, Alibaba e Baidu. Seu desaparecimento veio sem explicações. Tempos depois, a misteriosa renúncia. Tais acontecimentos chocaram as comunidades empresariais chinesa e mundial.

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As poucas informações a respeito dele são passadas pela própria companhia China Renaissance. Dias depois do sumiço de Bao Fan, a empresa anunciou que ele estava cooperando com as autoridades em uma investigação. Apesar de vaga, a declaração foi a primeira vez que a empresa reconheceu oficialmente o desaparecimento de seu fundador.

Onda de desaparecimentos de bilionários na China

Banco Renaissance China
Bao era presidente do banco de investimentos Renaissance Foto: Reprodução/site Renaissance

O caso de Bao Fan retrata uma preocupante tendência na China: o desaparecimento de bilionários e figuras de negócios proeminentes. O cenário indica uma repressão cada vez mais intensa contra as principais empresas de tecnologia pelas autoridades chinesas. Casos semelhantes têm ocorrido em todo o país, segundo o portal.

Um dos que chamaram a atenção global foi o sumiço de outro bilionário, o fundador da Alibaba, Jack Ma. Ele sumiu por três meses em 2020, depois de fazer críticas aos reguladores do mercado.

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Tais situações deixam a forte impressão de que o governo tem controlado cada vez mais seus bilionários e suas empresas de maior destaque

As preocupações em relação ao futuro da liberdade empresarial no país têm relação com as perspectivas de investimento na China. A crescente repressão ao setor de tecnologia e aos empreendimentos em geral só deixa o clima empresarial na China cada vez mais incerto. E influencia nas expectativas de crescimento econômico.

Segundo a O Antagonista, essa situação está sendo observada de perto pela comunidade empresarial global. Investimentos no país, entre outros itens, dependem em grande parte de quais serão os próximos passos das autoridades chinesas.

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5 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Capitalismo de Estado funciona assim, qdo não interessa o cara some.

  2. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Certamente estava fazendo alguma cirurgia plastica no rosto.

  3. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Gente, aqui nos trópicos tupiniquins não é muito diferente. O q fizeram com o Luciano Hang não se parece com isso? Investigado por estar num grupo de empresários de what’s up e, quase sem interagir no grupo, foi arrolado como participante de atentado contra a democracia quando um deles ali disse q preferiria a volta dos militares à volta do capiroto. Retiraram suas redes sociais com milhares de seguidores, o q prejudicou o PR, pois Hang era um forte apoiador. E mais recente ele recebeu uma multa absurda do MPT. O modus operandi é muito parecido ao q fazem os chineses, e ele como consequência, teve de sumir do mapa.

  4. Christian
    Christian

    Estão seguindo a receita aplicada por Putin aos oligarcas russos, só que deforma mais discreta.
    Desaparecem como nos Goulags.

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