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Ditadura venezuelana prende irmãos por comemorarem a prisão de Maduro

Essa foi a primeira detenção por esse motivo desde que Delcy Rodríguez assumiu temporariamente o comando do regime chavista

Delcy Rodríguez comanda reunião de urgência do Conselho de Defesa da Venezuela | Foto: TeleSUR/Divulgação
No momento, a Foro Penal contabiliza 806 presos políticos na Venezuela, dos quais 175 são militares | Foto: TeleSUR/Divulgação

Na localidade de Río Negro, no interior do Estado de Mérida, na Venezuela, autoridades prenderam dois irmãos agricultores, de 64 e 65 anos, depois que eles celebraram a prisão do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos.

O caso ocorreu na segunda-feira 6, segundo a ONG Foro Penal, que monitora presos políticos na Venezuela.

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Segundo a entidade, os camponeses estavam embriagados e comemoraram em frente à própria residência, disparando tiros para o alto com armas geralmente utilizadas em áreas rurais.

A manifestação atraiu a atenção de vizinhos favoráveis ao regime chavista, que relataram o episódio às autoridades locais.

Repressão a manifestações

A legislação de exceção vigente no país prevê sanções contra demonstrações públicas de apoio à ação militar dos EUA, que resultou na prisão de Maduro.

O advogado Gonzalo Himiob, representante da Foro Penal, informou à agência AFP que está esperando para ver se os irmãos serão apresentados nos tribunais. Himiob descreveu os irmãos presos como “agricultores muito humildes”.

Leia também: “Questões éticas dos EUA na Venezuela”, artigo de Theodore Dalrymple publicado na Edição 301 da Revista Oeste

Essa foi a primeira detenção por esse motivo desde que Delcy Rodríguez assumiu temporariamente o comando do regime chavista na Venezuela, depois da captura de Maduro, sob pressão dos Estados Unidos.

No momento, a Foro Penal contabiliza 806 presos políticos na Venezuela, dos quais 175 são militares.

Operação militar dos EUA para prisão de Maduro

No sábado 3, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que tropas norte-americanas haviam capturado Maduro e Cilia Flores durante uma operação militar.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou que o presidente dos EUA autorizou a missão na sexta-feira 2, com execução na madrugada do sábado, envolvendo 150 aviões de combate em ataques a quatro alvos venezuelanos, neutralizando defesas aéreas.

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