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Drone russo atinge depósito de combustível nuclear na Ucrânia

Zelensky classificou o ataque perto da usina de Chernobyl como uma provocação criminosa de Moscou

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Flickr/The Pursuit Room
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Flickr/The Pursuit Room

Um drone de ataque russo do modelo Shahed atingiu uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado na Ucrânia neste domingo, 7. O complexo fica localizado a cerca de 15 quilômetros da usina de Chernobyl, palco do pior acidente atômico da história em 1986. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a ocorrência nas redes sociais e classificou a investida militar de Moscou como um ato covarde.

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O impacto da aeronave não tripulada destruiu parcialmente o prédio de recepção de materiais radioativos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o bombardeio ocorreu a poucos metros do local onde o governo ucraniano guarda grandes volumes de resíduos nucleares. A entidade internacional vai enviar uma equipe de técnicos ao local nos próximos dias para vistoriar os estragos na estrutura.

Chamas foram apagadas e radiação segue estável

A empresa estatal de energia atômica da Ucrânia, Energoatom, informou que o galpão atingido pelo drone estava vazio no momento da explosão. O ataque gerou um incêndio na área externa, mas os bombeiros locais controlaram o fogo rapidamente. Os relatórios das autoridades de saúde apontam que o incidente não deixou feridos e os sensores de monitoramento mostram que os níveis de radiação na região continuam dentro da normalidade.

O governo da Rússia optou por não se manifestar publicamente sobre a acusação até o momento. O Kremlin costuma negar os ataques direcionados contra a infraestrutura civil e os complexos energéticos do país vizinho. Em fevereiro de 2025, um drone russo semelhante já havia danificado a estrutura de isolamento que cobre o antigo reator destruído de Chernobyl.

Países trocam acusações sobre risco atômico

A Ucrânia e a Rússia acumulam um histórico de denúncias recíprocas sobre investidas militares contra usinas nucleares desde o início da guerra. Os dois lados trocam acusações frequentes envolvendo bombardeios na região de Zaporizhzhia, no sudeste ucraniano. O complexo de Zaporizhzhia é o maior de toda a Europa e atualmente se encontra sob o controle operacional das forças de ocupação do Exército da Rússia.

O presidente Zelensky criticou a falta de limites da ofensiva promovida por Vladimir Putin contra o território ucraniano. As forças de segurança da Ucrânia mantêm o estado de alerta máximo ao redor de todas as instalações atômicas do país devido ao uso constante de mísseis e drones russos em áreas urbanas.

Leia também: “Rússia amplia ofensiva nuclear no Brasil e busca espaço em mercado estratégico”

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