Um levantamento do Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã apontou que os confrontos recentes no país resultaram em pelo menos 43 mil mortes. A entidade baseou o número em pesquisas de campo, análise de imagens e vídeos, além de entrevistas com fontes internas no território iraniano.
A origem das manifestações remonta a 28 de dezembro de 2025, quando comerciantes de Teerã fecharam seus estabelecimentos como resposta à inflação elevada.
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O movimento rapidamente ganhou dimensão nacional, envolvendo diversas cidades e camadas sociais.
Moradores relataram que a repressão foi severa, com relatos de que, mesmo depois da dispersão dos protestos, as forças de segurança continuaram perseguindo e atirando contra manifestantes, inclusive dentro de residências, segundo comunicado da organização.
Protestos
O estopim para os protestos foi o aumento abrupto dos preços de itens básicos, como óleo de cozinha e frango, aliado ao desaparecimento desses produtos do mercado.
A crise se agravou quando o banco central encerrou um programa que permitia a importadores selecionados adquirir dólares a um valor reduzido.
Esse cenário levou lojistas a elevar preços e optar pelo fechamento das lojas. O movimento dos chamados bazaaris surpreendeu, já que esse grupo costuma apoiar o regime.
Leia também: “A coragem das iranianas humilha ocidentais woke”, artigo de Joanna Williams publicado na Edição 305 da Revista Oeste
O governo tentou atenuar a crise oferecendo transferências diretas de cerca de US$ 7 mensais, mas a medida não conteve o descontentamento.
As atuais manifestações são consideradas as mais expressivas desde 2022, período em que a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia policial, desencadeou protestos em todo o país. Mais de cem cidades registraram atos nas últimas duas semanas.
ONU recebe relatos de 80 mil mortes no Irã
Relatos encaminhados à Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a repressão da ditadura iraniana aos protestos recentes pode ter provocado entre 60 mil e 80 mil mortes, segundo a relatora especial para direitos humanos no Irã, Mai Sato.
Em entrevista à ABC News, a especialista afirmou ter visto vídeos nos quais agentes do regime iraniano disparam contra civis desarmados.
A equipe coordenada por Sato apura se a ditadura cometeu crimes contra a humanidade e se o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, pode ser responsabilizado por essas violações.
Até agora, o regime admite a morte de quase 5 mil civis.








































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