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Equador classifica cartel venezuelano como grupo terrorista

Estados Unidos afirmam que Cartel de los Soles é chefiado pelo ditador Nicolás Maduro

Daniel Noboa - presidentes populares da América do Sul
O presidente Equador, Daniel Noboa, classificou cartel venezuelano como terrorista | Foto: Reprodução/X

Com o objetivo de endurecer o enfrentamento ao crime organizado, o presidente do Equador, Daniel Noboa, classificou na última quinta-feira, 14, o Cartel de los Soles, da Venezuela, como grupo terrorista. O governo dos Estados Unidos afirma que o cartel é chefiado pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro.

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O governo de Donald Trump intensificou nos últimos anos a pressão sobre organizações criminosas latino-americanas. Em fevereiro, oito grupos foram reconhecidos pelo governo dos EUA como “terroristas globais”, e, em julho, o Cartel de los Soles foi inserido nessa relação.

O cartel da Venezuela classificado como terrorista pelos EUA e pelo Equador

Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), dos EUA, o Cartel de los Soles oferece apoio logístico ao grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua e ao mexicano Cartel de Sinaloa, ampliando sua influência no tráfico internacional de drogas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já falou publicamente sobre a relação entre o cartel e a ditadura de Maduro.

A Presidência do Equador detalhou que Noboa determinou a inclusão do cartel como organização terrorista por considerá-lo uma ameaça à população, à ordem pública, à soberania e à integridade do Estado. O Centro Nacional de Inteligência foi incumbido de investigar o impacto do grupo em ações de facções armadas dentro do país.

Além disso, Noboa ordenou a ampliação da cooperação com agências de inteligência estrangeiras, com o objetivo de reforçar as ações contra integrantes do Cartel de los Soles.

+ EUA: Maduro é chefe de cartel e seu governo não é legítimo

O presidente já havia decretado conflito armado interno no ano passado para combater grupos ligados ao narcotráfico, extorsão, mineração ilegal e sequestros, para permitir o uso das Forças Armadas em operações de segurança.

Leia também: O êxodo venezuelano, reportagem publicada na Edição 276 da Revista Oeste

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