Esquerda californiana quer abolir aulas convencionais de matemática

Proposta defendida por setores 'progressistas' no Estado norte-americano prega 'justiça social' e contesta o foco em 'obter a resposta certa'
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Esquerdistas da Califórnia querem mudar base curricular do ensino de matemática nas escolas
Esquerdistas da Califórnia querem mudar base curricular do ensino de matemática nas escolas | Foto: Reprodução

A existência de grupos de ativistas de esquerda que desejam, cada vez mais, interferir em grades curriculares e transformar a educação em mais um canal de propagação de uma ideologia não é “privilégio” do Brasil. Um artigo assinado por Williamson M. Evers, publicado nesta terça-feira, 18, no site do The Wall Street Journal, chama atenção para o fato de que o conteúdo ministrado nas aulas de matemática pode sofrer profundas alterações no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Ao menos esta é a proposta apresentada por grupos ditos “progressistas” que pretendem modificar os métodos convencionais consagrados mundialmente, ao longo de décadas, no ensino da disciplina. A Comissão de Qualidade Instrucional do Departamento de Educação da Califórnia aprovou o esboço do plano.

Segundo o documento intitulado “Um Caminho para a Instrução Matemática Equitativa: Desmantelando o Racismo na Instrução Matemática”, a abordagem dos erros cometidos pelos alunos em sala de aula seria, na realidade, um ato decorrente da “cultura da supremacia branca” no ensino da matemática. O documento critica o foco de professores para que os alunos encontrem a “resposta certa”, como se houvesse nisso algo de errado.

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A proposta também contesta o “ensino linear” da matemática nas salas de aula. “O conceito de matemática puramente objetivo é inequivocamente falso”, diz o texto. “Acreditar na ideia de que há sempre respostas certas perpetua a objetividade”, dizem os militantes da educação alternativa.

Em artigo publicado na mais recente edição da Revista Oeste, Dagomir Marquezi aborda o tema e reafirma a importância do ensino – tradicional, não militante – da matemática nas escolas brasileiras. “Vivemos numa época de politização rasa, opiniões abstratas sobre tudo e considerações estéticas. Não ligamos muito para os números. Deixamos a matemática para técnicos e especialistas, encarregados de fazer com que as coisas funcionem. E voltamos para a interminável guerra de opiniões nas redes sociais”, afirma.

“Temos um pequeno grupo muito capacitado de especialistas, alguns já trabalhando em outros países. Mas a matemática não faz parte da nossa cultura. Pior: é tratada a pauladas na educação brasileira, hoje mais preocupada em produzir intoxicação ideológica e política sindicalista do que em conviver com a realidade”, diz o colunista.

Leia mais: “O Brasil precisa de M4T3M4T1C4”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 60 da Revista Oeste

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4 comentários Ver comentários

  1. 2+2=5, pronto, duas contas assim dá 10, só que tem um porém, a vida é mais cruel do que se imagina, a não ser se que a meta é ser professor de matemática. A involução do homem está em curso, não sei se viemos do macaco, mas para aonde iremos.

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