Estudo identifica presença de vacina de RNA mensageiro em leite materno

Mulheres que amamentam sempre foram incentivadas a se vacinar contra a covid
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Vacinas da Pfizer e Moderna são feitas com a técnica de mRNA | Foto: Reprodução/Redes sociais
Vacinas da Pfizer e Moderna são feitas com a técnica de mRNA | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um estudo publicado na segunda-feira 26 na revista médica de pediatria Jama Pediatrics, mantida pela American Medical Association, identificou a presença de traços de vacinas com RNA mensageiro (mRNA) usadas para prevenção contra a covid-19 em leite materno.

A constatação é preocupante, porque não existe qualquer teste — nem mesmo os preliminares — da aplicação da vacina em bebês com 6 meses ou menos de vida. Apesar disso, em todo o mundo, mulheres que amamentam foram orientadas a se vacinar contra a covid com imunizantes com mRNA.

No estudo, foram analisadas amostras de leite de 11 mulheres saudáveis ​​que receberam doses das vacinas da Moderna ou da Pfizer no período de seis meses após o parto. Elas coletaram e congelaram o leite antes da vacinação e durante cinco dias depois de ser vacinadas. Vestígios de vacinas de mRNA das duas fabricantes foram detectados em sete amostras de cinco participantes diferentes em vários momentos até 45 horas após a vacinação. Nenhum mRNA de vacina foi detectado em amostras anteriores à vacinação ou depois de 48 horas da coleta.

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Mesmo encontrando os traços da vacina nas amostras de leite, os pesquisadores consideraram o imunizante seguro, especialmente 48 horas depois da aplicação. “No entanto, é necessário cautela ao amamentar crianças menores de 6 meses nas primeiras 48 horas após a vacinação materna, até que mais estudos de segurança sejam realizados”, escreveram.

O mesmo alerta foi feito pela Jama Pediatrics em seu perfil no Twitter: “Traços de mRNAs da vacina #COVID19 foram detectados no leite materno de algumas mulheres lactantes. É necessária cautela em relação à amamentação de bebês com menos de 6 meses nos primeiros dois dias após a vacinação materna contra o COVID-19″.

Além disso, conforme a publicação, não há estudos sobre a possível interferência do mRNA da vacina contra covid-19 em relação às várias vacinas de rotina administradas a bebês durante os primeiros 6 meses de vida.

Os pesquisadores citam como limitações do estudo o tamanho da amostra “relativamente pequeno e a falta de estudos funcionais” que demonstrem se o mRNA da vacina detectado é ativo.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de alimentos e medicamentos, adiou a decisão de autorizar as vacinas de mRNA contra covid para bebês com menos de 6 meses, até ter dados sobre eventual interferência da vacina no sistema imunológico dos bebês, diz o estudo.

O próprio estudo lembra que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA recomenda vacinar mulheres que amamentam, “embora não tenha sido investigada a possível passagem de mRNAs da vacina para o leite materno, resultando em exposição de lactentes com menos de 6 meses”.

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