A apreensão inédita de um navio petroleiro venezuelano pelos Estados Unidos na última quarta-feira, 10, provocou uma reação imediata no fluxo de exportações do país. De acordo com um levantamento da agência Reuters, cerca de 11 milhões de barris de petróleo e derivados permanecem parados em águas da Venezuela, já que diversas embarcações deixaram de zarpar por medo de sofrerem o mesmo tipo de interceptação militar.
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Fontes marítimas e dados de navegação indicam que os navios imobilizados pertencem, majoritariamente, a empresas sancionadas por Washington — muitas delas ligadas ao Irã ou à Rússia — e que passaram a ser monitoradas de perto pelos EUA para eventuais novas sanções ou apreensões.
Desde o episódio, apenas as embarcações operadas pela Chevron, autorizada a atuar em joint ventures com a PDVSA, a estatal de petróleo venezuelana, conseguiram seguir viagem rumo ao exterior, já que possuem permissão especial para exportar petróleo da Venezuela diretamente para os EUA.
A operação militar que desencadeou o impasse envolveu a interceptação de um petroleiro no Mar do Caribe, com a entrada de soldados norte-americanos que assumiram o controle da embarcação. Foi a primeira vez que os EUA usaram força direta para reter um navio desse porte, já que ações anteriores se limitavam a embarcações menores suspeitas de tráfico de drogas.
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A iniciativa levantou debate internacional sobre a possibilidade de o ato ser interpretado como provocação militar. A Casa Branca confirmou que o navio apreendido, bem como sua carga de petróleo, seriam levados para os EUA, ampliando a percepção de escalada no Caribe.
Reação da ditadura da Venezuela

A reação da ditadura venezuelana foi imediata. O ditador Nicolás Maduro declarou que “defenderá sua soberania, seus recursos naturais e sua dignidade nacional com absoluta determinação” e afirmou que denunciará o episódio a organismos internacionais, segundo afirmou à Reuters. Para Caracas, a operação integra uma estratégia americana de asfixia econômica e desestabilização do chavismo.
O episódio ocorre em meio ao crescente aumento da presença militar dos EUA no Caribe, com envio de porta-aviões, caças e milhares de militares para a região. Washington justifica as operações como parte do combate ao narcotráfico, enquanto autoridades venezuelanas afirmam que o objetivo real seria a derrubada do governo Maduro.
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Com a imobilização de navios e o temor de novas apreensões, a Venezuela enfrenta queda brusca nas exportações — uma das principais fontes de receita do país — ao mesmo tempo em que a tensão estratégica no Caribe atinge novo patamar.






































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