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EUA classificam reunião com negociadores da Ucrânia como 'produtiva'

Agora, enviados norte-americanos seguem para a Rússia para uma nova rodada de diálogos

Trump se encontra com Zelensky em Paris
Donald Trump e Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Twitter/X/@ZelenskyyUa

Negociadores dos Estados Unidos e da Ucrânia disseram que a reunião do domingo 30 na Flórida sobre o fim da guerra com a Rússia foi “produtiva” e que enviados norte-americanos seguem para Moscou nesta segunda-feira para novas rodadas. As discussões envolveram possíveis eleições na Ucrânia, trocas de território e garantias de segurança ao país.

O encontro, em Hallandale Beach, reuniu o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner com a delegação ucraniana liderada por Rustem Umerov.

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Um alto funcionário dos EUA afirmou ao jornal The Wall Street Journal que foram debatidos prazos para novas eleições e cenários de “land swap” entre Rússia e Ucrânia. Permanecem em aberto a forma das garantias ocidentais e se o Kremlin seguirá exigindo reconhecimento internacional dos territórios ocupados desde 2022.

Kushner e Witkoff devem viajar à Rússia para continuar as conversas, e o presidente Donald Trump afirmou que Witkoff deve se reunir com Vladimir Putin, presidente da Rússia, na próxima semana.

Paz entre Ucrânia e Rússia pode enfrentar impasses constitucionais

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assumiu o cargo em 2019
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assumiu o cargo em 2019 | Foto: RS Zelensky/Fotos Publicas

A iniciativa ocorre depois da divulgação, em novembro, de um plano elaborado pelos Estados Unidos que alarmou Kiev e aliados europeus por prever concessões vistas como favoráveis a Moscou, como limites ao tamanho das Forças Armadas ucranianas e veto permanente à entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte.

As conversas avançam em meio a novos bombardeios russos contra infraestrutura energética e alvos civis e à exigência de Putin de que a Ucrânia retire tropas de Donetsk e Luhansk, inclusive de áreas ainda não controladas pela Rússia. Kiev rejeita ceder território e argumenta que uma retirada abriria espaço para novas ofensivas.

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A ideia de trocas de terra esbarra em obstáculos jurídicos: tanto a Constituição ucraniana quanto a russa proíbem ceder território sem mudanças legais. Na Ucrânia, qualquer alteração de fronteira exigiria referendo nacional, além de eleições gerais hoje congeladas pelos poderes de guerra.

O presidente Volodymyr Zelensky enfrenta pressão política interna, agravada pelo escândalo de corrupção que derrubou o influente assessor Andriy Yermak.

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